Atriz conta o assédio que já sofreu nos bastidores.

“Podíamos dizer que a pedimos emprestada ao Brasil para a receber nos GQ Men of the Year Awards, mas a atriz Bruna Marquezine não pertence a nenhum lugar, nem a ninguém, para além de si própria”, essa foi a frase inicial da reportagem sobre a nossa diva para a revista GQ Portugual , diferente não? Então espera só para saber do resto!



A revista empodera Bruna Marquezine na descrição e mostra todos os lados importantes da atriz que normalmente não são enfatizados pela mídia. “Se procurar o nome de Bruna Marquezine pelas trevas da Internet, o Google convida-o a ler todo o tipo de notícias, nem todas verídicas, sobre o único relacionamento amoroso público que a atriz teve com um muito mediático avançado do Paris Saint-Germain. Lá mais para o fim, o motor de busca também lhe pode dizer que Marquezine fez a sua primeira aparição em televisão com apenas 5 anos e que, desde então, nunca mais parou de fazer telenovelas e cinema.”

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A futilidade da vida não é uma novidade, mas a empatia e reconhecimento são. ” O sucesso desta menina-mulher de 23 anos nem sempre lhe é reconhecido como só seu. Mas é. E a GQ Portugal fez questão de o lembrar com um prémio que diz It Girl, mas tem outras coisas nas entrelinhas. Ativista pelos direitos das mulheres é só uma delas”, argumenta o editorial da revista.

Assim que lançou, Bruna compartilhou a matéria nas suas redes sociais, na madrugada deste sábado (19) e agradeceu a fidelidade com que reproduziram a entrevista, algo raro no mundo. Ela lembra como o Brasil é um país muito preconceituoso e machista, rebatendo assim os comentários em que muitos acham que seu sucesso é nas costas de seu ex-namorado, Neymar Jr.

“Eu comecei a atuar com 5 anos, todas as minhas grandes conquistas vieram através do meu esforço, do meu trabalho, do trabalho da minha equipa e da minha determinação. As pessoas preferem só enxergar dessa maneira, para justificar a incapacidade delas. Se você parar para pensar, do ponto de vista artístico, um namoro tão mediático só atrapalha. Para críticos de arte, um namoro com tanta exposição não é visto com bons olhos. E o que eu prezo é a arte. Mas eu jamais deixaria de viver algo, e não falo apenas de um relacionamento, eu jamais deixaria de fazer algo que quero, em que acredito, pensando somente na minha profissão. Acho que uma coisa não anula a outra, a minha profissão nunca pode anular a minha vida pessoal e a minha vida pessoal nunca pode comprometer a minha profissão”, dispara a atriz.

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A atriz fala que ter uma carreira artística não é nada fácil! O que a gente vê na TV não é nada. “As pessoas não têm noção dos bastidores, do que se passa por trás, e numa foto, numa entrevista tudo parece muito fácil, as pessoas têm uma visão muito glamorosa desse mundo, que na verdade não é tão glamoroso assim. Na verdade, o glamour é uma parcela muito pequena, são momentos, são noites, são eventos, mas o dia a dia não é glamoroso”, argumenta Bruna.

Bruna Marquezine (Reprodução/GQ Portugual)


“Num set de gravação normalmente a maioria dos profissionais são homens, então eu já me senti muitas vezes assediada sem perceber. Houve coisas que já me traumatizaram e hoje eu sei que era assédio”

Quando questionada sobre o machismo, Bruna explica a importância não só em sua vida, mas na vida de todos. Ela conta que se tornou feminista e se torna mais a cada dia: “Porque eu não nasci feminista, não venho de um lar feminista, nem venho de um meio feminista, mas há uns anos, poucos anos, eu venho me consciencializando. E venho vendo o quanto é importante, também por essa pressão dos homens, que eu preciso de me consciencializar. As mulheres têm aprendido a ser mais críticas e também mais intolerantes. E que bom. A partir do momento em que eu me comecei a consciencializar, não, eu não deixei mais que isso acontecesse.”

E se você acha que o mundo é um mar de rosas para a diva, só porque ela é rica e viaja o mundo, nada disso! A atriz revela os horrores dos bastidores e que muitas vezes se sentiu desrespeitada e que pela idade e fase da vida, não percebeu o quanto aquilo era grave. “Mas anos depois, já com entendimento, comecei a perceber quantas coisas eu tinha deixado passar. E o quanto essas coisas me feriram, sem que eu percebesse. Principalmente neste meio. Num set de gravação normalmente a maioria dos profissionais são homens, então eu já me senti muitas vezes assediada sem perceber. Houve coisas que já me traumatizaram e hoje eu sei que era assédio.”

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Bruna Marquezine (Reprodução/GQ Portugual)


Bruna Marquezine (Reprodução/GQ Portugual)


A atriz discursa também sobre o fato de ver a luta que outras mulheres começaram, até porque essa consciência moderna não existiria sem elas. Bruna afirma que uma mulher sozinha é facilmente calada e que hoje ela tem coragem para transmitir apoio para outras mulheres.

Corpo perfeito? Não existe. Para a diva o que existe é o seu corpo e não um objeto de brincadeiras masculinas. Para a diva, a melhor maneira de ajudar as meninas é dividindo suas experiências: “Uma figura perfeita, forte, sempre bonita, sem problemas não ajuda ninguém em nada, e atrapalha. Eu já sofri muito por falta de amor próprio, autoestima baixa, e tudo isso por causa da comparação que eu fazia, porque eu me comparava muito com outras pessoas. Mesmo fazendo parte desse meio e sabendo que 90% da beleza que a gente vê sai com água e sabão, eu me comparava e sofria muito com isso. Então, eu tento dividir experiências minhas.”

Amor em forma de ciúmes? Bruna já passou dessa fase! Ela confessa que por muito tempo achou que ciúmes fazia parte do sentimento amoroso e que depois percebeu o quanto a tentativa de controle é na verdade algo tóxico. “Eu falo muito disso, do quanto a gente precisa se aproximar da essência. Sempre. Buscar o autoconhecimento é importante. Porque isso afeta a forma como você se enxerga. As pessoas têm sempre algo a dizer, têm sempre algum comentário para fazer sobre a sua aparência, a maneira como você se comporta, se veste, fala. Mas se você está conectada e próxima da sua essência, é difícil alguém abalar você”, aconselha.

Bruna Marquezine (Reprodução/GQ Portugual)


Bruna Marquezine (Reprodução/GQ Portugual)


 “Não me sinto obrigada a manter essa imagem de sex symbol, até porque eu não me considero um. Eu acho que toda a mulher tem um lado sensual, e que pode ser explorado de diversas maneiras, e óbvio que eu exploro o meu quando eu desejo, e gosto de ter esse lado sensual, mas eu não acho que eu seja só isso. Eu sou muito além disso.”

Bruna Marquezine (Reprodução/GQ Portugual)


Bruna Marquezine (Reprodução/GQ Portugual)


Para finalizar com chave de ouro, depois de conselhos de autoestima, revelações bombásticas e argumentos sobre sua visão de mundo, Bruna fala que os homens precisam entender o seu lugar. “Eles foram protagonistas por muito tempo e a palavra esteve com eles e agora é necessário eles ouvirem. É necessário parar, ouvir e refletir. Esse é um movimento que nós não temos como forçar os homens a fazer parte. Mas seria muito importante que homens que entendem esse movimento, começassem a falar para outros homens”, posiciona a atriz.

Ela enfatiza a importância dos homens de reconhecer o movimento feminista para que haja ainda mais mudanças. O que acham?

Essa foi a Bruna Marquezine, sem filtro ou edições!


(Por Gabriela Bulhões)

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