“Não devemos ser julgadas se decidimos ser sexies ou se não temos namorado”

Nesta semana, a cantora Anitta foi convidada para atuar como editora da revista Metro, na Cidade do México, e compartilhou suas ideias e pontos de vista sobre diversos problemas enfrentados no Brasil e na América Latina, como a violência contra a mulher, além de explicar como faz o seu papel para tentar mudar esta realidade.



Anitta na Publimetro (Reprodução/Instagram)


Durante a entrevista que deu para a Metro Mexico, Anitta revelou que tenta, através da música, mandar mensagem para as mulheres para encorajá-las a serem livres: “Comecei fazendo música ousada para elas se sentissem livres. O Brasil é machista e conservador, não devemos ser julgadas se decidimos ser sexies ou se não temos namorado.”

Anitta (Reprodução/Instagram)


Anitta acredita na importância das cantoras na luta pela igualdade de gênero e de como todas as mulheres precisam ser representadas: “Nossa sociedade é mais jovem que a da Europa e estamos avançando contra o machismo e em prol da igualdade. Acho que as cantoras estão projetando a voz da mulher independente, que tem coragem e força para falar. Busco transmitir, de maneira popular e divertida, uma mensagem de força para as mulheres, para que elas pensem que também têm controle sobre suas vidas”.

Anitta (Reprodução/Instagram)


Para finalizar, a cantora ainda disse que o fim desta sociedade machista pode ser uma realidade em breve: “Essas coisas são aprendidas em casa. Depois de três ou quatro gerações, esse pensamento vai mudar. [Enquanto crescia], escutei coisas diferentes das que minha mãe escutou, e meus filhos também escutarão outras coisas. Mas as pessoas não devem separar mais o que é papel de homem e de mulher. Nós decidimos o que queremos ser na sociedade.”

Anitta (Reprodução/Instagram)


Anitta na Publimetro como editora convidada (Reprodução/Instagram)


(Por Fernanda Uema)

 

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