O humorista recebeu ordens de Silvio Santos para voltar somente após a liberação da vacina para Covid-19

Na última sexta-feira (24), o protagonista do “A Praça é Nossa”, Carlos Alberto de Nóbrega (84), participou do programa “Conversa com Bial” e comentou sobre o período da quarentena e o programa do SBT. Decerto, Carlos Alberto estava com um visual bem diferente do que aparece no “A Praça é Nossa”. Mais relaxado, o humorista estava com um moletom e barba branca.



A princípio, Carlos Alberto explicou que acreditava que o isolamento social não passaria de 40 dias e que tudo voltaria ao normal em pouco tempo. “Quando a coisa estourou eu fui para o meu sítio. Pensei que iríamos ficar uns 40 dias parado e que em maio iria voltar a gravar, mas não”.


Carlos Alberto ficou bastante afetado após ser afastado da emissora. (Foto: Reprodução/TV Globo)


Em seguida, o humorista revelou quais orientações recebeu do chefe, Silvio Santos. “Quando retornei para São Paulo, a ordem do Silvio foi que eu, ele e o Raul Gil só voltássemos quando tivesse vacina”.

Posteriormente, Carlos Alberto revelou ter desenvolvido depressão e que esta situação não condiz com o que ele é. “Então, eu comecei a ficar muito deprimido, com depressão, que é uma coisa que eu não sou, pois sou um cara alegre, pra frente e que acha que tudo vai dar certo”.

Segundo o apresentador, a situação piorou quando ele precisou voltar ao SBT a fim de organizar as reprises de “A Praça é Nossa”.“Quando eu cheguei lá na televisão e vi aquilo vazio, cara, eu comecei a chorar dentro do carro, e chorei muito, mas muito mesmo”, relembrou. “Foi aí que fiquei mal, pois aquilo é a minha vida, sabe? Eu vi o SBT crescer lá na Anhanguera”.

Carlos Alberto falou sobre retomada das gravações e futuro do “A Praça é Nossa”

O programa está em exibição no SBT há 33 anos. (Foto: Reprodução/SBT)


Durante a entrevista com Bial, Carlos Alberto revelou ter implorado a Silvio Santos para retomar as gravações, mas que alguns acontecimentos o impediram. “Eu falei:pelo amor de Deus, me deixa voltar que preciso trabalhar’. O Silvio até aceitou impondo algumas condições. ‘Pode gravar, mas você vai gravar fora do estúdio’, ele me falou. Só que dois dias depois a Eliana pegou o vírus. Ou seja, esquece”.

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Ademais, Carlos Alberto elogiou o formato simples do “A Praça é Nossa”, que foi criado pelo seu pai, Manoel de Nóbrega, há 64 anos. “Se você não pode dar o caviar, dê o feijão com arroz bem feito. E ‘A Praça’ é o feijão com arroz bem feito”.

Decerto, o programa foi passado de pai para filho, mas Carlos Alberto pretende interromper esta tradição. “Não imagino ‘A Praça’ nem daqui a cinco anos. ‘A Praça’ acaba comigo. Seria desejar um mal enorme para o Marcelo [filho de Carlos Alberto] passar por tudo que eu passei”. Atualmente, Marcelo de Nóbrega trabalha na direção do programa.

No entanto, Carlos Alberto não impede que o filho assuma seu lugar posteriormente. “O lugar é dele, mas é muito peso. E gosto demais dele para querer isso para ele”. Além disso, Carlos Alberto ressaltou as diferenças entre ele e seu filho. “Ele não tem a estrutura que eu tive. Eu comecei a trabalhar com meu pai aos 9 anos de idade. Nós tínhamos uma afinidade muito grande”.

(Foto destaque: Carlos Alberto. Reprodução/TV Globo)

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