Brasil é um dos representantes Latinos na mostra Geração, Panorama e Urso de Ouro no Festival de Berlim

Nesse domingo, (1), a 70ª edição do Festival de Cinema de Berlim chegou ao fim. Assim, o cinema brasileiro marcou forte presença no Festival.



Cena do filme “Meu nome é Bagda”. (Foto: Reprodução/Internet)


A princípio, o cinema brasileiro marcou forte presença no Festival de Cinema de Berlim. Desse modo, o longa “Meu nome é Bagdá”, da diretora Caru Alves de Souza disputou com 20 produções de 13 países. Assim, o longa brasileiro venceu o prêmio Grand Prix da Mostra Geração 14plus. O longa é inspirado no livro homônimo “Bagda” de Toni Brandão que, por sua vez, narra a história de um personagem masculino. Entretanto, a diretora escolheu uma personagem feminina para abordar questões de gênero e identidade nos espaços urbanos da cidade. Desse modo, o elenco principal do longa, é estrelado pela atriz Grace Orsato e a cantora Karina Buhr.

Ainda assim, foram selecionados para a mostra Geração os seguintes longas: “Alice Junior”, de Gil Baroni; “Irmã”, de Luciana Mazeto e Vinicius Lopes e “Rã”, de Julia Zakia e Ana Flávia Cavalcanti.

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Brasil disputa mostra Panorama

Por sua vez, o Brasil disputou a mostra panorama com o longa “Cidade Pássaro”, do diretor Matias Mariani. A imigração é a discussão central do longa ambientado na cidade de São Paulo. Desse modo, o enredo do longa é sobre o Nigeriano Amadi (OC Ukeje), um músico de Lagos que voa para São Paulo para procurar seu irmão mais velho Ikenna (Chukwudi Iwuji). Entretanto, na busca de trazer o irmão de volta para casa, Amadi acaba por se encantar pela cidade Paulista.

Festival de Berlim 2019. (Foto: Reprodução/Primo Filmes)


Além disso, o cinema brasileiro estará representado por cinco filmes, o longa a “Cidade Pássaro”, de Matias Mariani; “Nardjes A.”, de Karim Aïnouz; “O Reflexo do Lago”, de Fernando Segtowick e “Vento Seco”, de Daniel Nolasco. Assim também, participa da mostra o longa “Um crime Comum”, co-produção entre Brasil, Argentina e Suíça, dirigida pelo argentino Francisco Márquez.

Brasil disputou o Urso de Ouro, mas perdeu para produção iraniana

Dessa forma, o longa “Todos os mortos”, de Caetano Gotardo e Marco Dutra, disputou o Urso de Ouro com 17 produções.

Cena do filme “Todos os mortos”. (Foto: Reprodução/Internet)


Entretanto, o vencedor foi o longa iraniano “There is no Evil”, do diretor Mohammad Rasoulof. A Co-produção franco-brasileira discute a herança da escravidão no país. Desse modo, o enredo do longa é situado em 1899, 11 anos após a assinatura da Lei áurea em São Paulo.

O longa narra a história de Iná, uma ex escrava que busca reunir os membros da sua família. Os patrões de Iná são a família Soares, antigos proprietários de terra, que não abrem mão dos seus privilégios.

O elenco é estrelado por Clarissa Kiste, Thaia Perez, Leonor Silveira e Eduardo Sterblish. Assim, o longa aborda o lugar da população negra na sociedade após a abolição da escravatura e o racismo institucional.

 

 

Por Jackson Brito

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