Nutricionista explica que nossa alimentação é um reflexo de nossas memórias e estilo de vida

Atualmente, nunca se falou tanto da importância de se seguir uma alimentação balanceada para manter a saúde em dia e a imunidade lá em cima. Dessa forma, a pandemia do novo coronavírus pegou a todos de surpresa e levando-os a se preocuparem mais com a alimentação.



A boa nutrição depende de uma dieta regular e equilibrada. Portanto, é preciso fornecer as células do corpo não só a quantidade, mas também a variedade adequada de nutrientes importantes para seu bom funcionamento. Entretanto, é necessário que o nutricionista elabore planos alimentares para obter um diagnóstico nutricional, de acordo com a individualidade de cada paciente. Muitas pessoas tem uma concepção errada a respeito de como funciona uma consulta com um nutricionista. Assim, acabam fazendo esse processo sem nenhum tipo de acompanhamento o que pode ser prejudicial.

De acordo com A nutricionista Amanda Ribeiro (CRN:24300/p): “pude observar a surpresa que as pessoas tinham depois da consulta nutricional. Por acharem que o nutricionista apenas diria o que a pessoa deveria comer e fazer, para que ela mantivesse a saúde. Assim comparando-se uma fórmula pronta ou receita de bolo”.

Porém na prática, a nutrição envolve muitos outros fatores. Logo, ela está bastante relacionada com a prevenção e o tratamento de doenças. Se você parar para pensar o ato de comer é frequente na nossa rotina, nos alimentamos constantemente, portanto, à boa ou má alimentação pode trazer impactos positivos ou negativos para a saúde. Logo, ela é um dos pilares para uma boa qualidade de vida”, acrescenta.

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Uma alimentação saudável é vital para saúde do corpo. (Foto:Reprodução/Secad)


Como funciona a consulta?

O paciente é visto na sua integralidade, e são avaliados todos os fatores que podem acarretar influências ao ato do comer. Fatores como as crenças, medos, aversões, preferências alimentares, estado emocional, psicológico e físico são analisadas.

Segundo Amanda em seu protocolo de atendimento é utilizado um questionário com perguntas sobre o hábito alimentar. Dentre elas, se tem restrições? Como é a mastigação? Como é o sono desse paciente? Se tem alguma doença? Sinais e sintomas? Se faz uso de medicamentos? Além disso é realizada a avaliação antropométrica para diagnóstico de percentual de gordura e massa muscular. Exames bioquímicos também são analisados para identificar doenças ou até mesmo deficiências nutricionais, dentre outros.

Sempre prezamos pela individualidade do paciente, pois o ato de comer é apresentado e representado de formas diferentes para cada individuo, em cada fase de sua vida. “A alimentação esta associada as nossas memórias, meio social, nossas escolhas atuais e de como fomos apresentados à alimentação na infância.Perceba que não é sobre impor uma alimentação saudável, mas sobre entender o que leva esse paciente a cometer excessos, e assim melhorar a relação dele com a comida“,explica

O estado emocional e personalidade é um fator que particularmente sempre observo, pois algumas pessoas usam a alimentação para lidar com suas emoções. “Por esse motivo essas emoções devem ser direcionadas a outras condições que não seja a alimentação. Logo, a auto-observação é importante e sempre busque ajuda profissional, pois ele vai identificar junto com você, quais são as reais dificuldades que te distanciam do seu objetivo“, conclui.

Por: Jesus Henrique

(Foto Destaque:O primeiro passo do nutricionista é a avaliação clínica. Reprodução/ Vivace Saúde)

 

 

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