Anúncio feito pela OMS sobre a retomada das pesquisas com a cloroquina e mudanças na veiculação e formato dos dados relacionados ao coronavírus foram alguns dos principais destaques da semana

O Ministério da Saúde afirma que há inconsistências nos registros de mortes por coronavírus, e por isso vai recontar os números. Uma vez que, o Governo Federal defende a ideia de manipulação dos dados por parte de estados e municípios. Por meio dessa manipulação, eles teriam o objetivo de aumentar o repasse de verbas. Carlos Wizard, falou ao jornal O Globo que os dados atuais de mortes seriam “fantasiosos ou manipulados”. Ele é o novo secretário de ciência e tecnologia do Ministério.



A pasta alterou a tabela com os dados epidemiológicos do coronavírus. Devido a isso, agora constam apenas o registro das últimas 24 horas dos números de recuperados, de infectados e de óbitos. Antes, também eram mostrados os números totais de cada segmento. E ainda, o horário de divulgação também mudou, passando a ser às 22 horas. O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, disse que a alteração foi feita “para evitar subnotificações e inconsistências”.

Nesta segunda-feira (1), o Brasil completou 100 dias desde o primeiro caso de coronavírus. O país passou a ser o 3° com maior número de vítimas da Covid-19. Em conformidade com o levantamento feito pela Universidade americana Johns Hopkins, veiculado na quinta-feira (4). Com os dados apresentados neste sábado (6), um total de 35.026 vidas perdidas para o vírus. E o quantitativo total de casos novos chegou a 645.771 desde o início da pandemia.


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Últimas atualizações sobre os casos de coronavírus (Foto: Reprodução/JotaInfo)


Obs: Uma vez que, agora, o Ministério da Saúde divulga a tabela com a situação epidemiológica apenas para a imprensa. A fonte secundária que recebe essas informações é a página ‘JotaInfo’, no twitter.

OMS retoma estudos envolvendo a hidroxicloroquina

A Organização Mundial da Saúde voltou a realizar testes utilizando a hidroxicloroquina e a cloroquina. Assim, a decisão foi anunciada nesta quarta-feira (3), após a autorização do conselho do estudo internacional Solidarity. Sendo ele responsável por fazer a avaliação da segurança e da eficácia dos mais diversos medicamentos. Na última quinta-feira (25), a OMS suspendeu os estudos envolvendo os medicamentos, baseada numa publicação da revista científica ‘The Lancet’. Visto que a pesquisa mostrou um maior índice de mortalidade ao utilizar os remédios.

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Posto isto, a retomada ocorreu depois da reportagem publicada no jornal inglês ‘The Guardian’. Ela revelou que a análise publicada na revista era de uma empresa desconhecida, colocando em dúvida a credibilidade dos dados apresentados. Sendo assim, a ‘The Lancet’ optou por adotar uma postura de distanciamento em relação a pesquisa. Posteriormente, nesta quinta-feira (4), os pesquisadores responsáveis emitiram uma nota de retratação. Através dela afirmaram não poder assegurar a autenticidade dos dados divulgados na revista científica.

América do Sul ainda não chegou no pior momento da pandemia de coronavírus, diz OMS

Segundo o diretor executivo do Programa de Emergências da OMS, Michael Ryan, a América do Sul não atingiu o pico da pandemia. A América Central também não. Dessa forma, elas são consideradas as regiões com a transmissão mais intensa do Sars-cov-2. O anúncio foi feito na segunda-feira (1), durante a conferência de imprensa em Genebra. “Claramente a situação em vários países da América do Sul está muito longe da estabilidade. Tem havido um aumento rápido dos casos e o sistema de saúde tem vivido um aumento da pressão”, afirmou Ryan. Além do Brasil, países como o Chile e o Haiti registraram o crescimento das infecções pelo vírus nas semanas anteriores ao anúncio.

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Os cariocas começaram a circular no calçadão antes mesmo da flexibilização (Foto: Reprodução/Ellan Lustosa/Código19/Estadão Conteúdo)

A curva de contaminação pela Covid-19 continua crescendo exponencialmente. Apesar disso, alguns estados brasileiros começaram a flexibilizar o isolamento social. Conforme o portal de notícias da Agência Brasil, os casos no Rio Grande do Sul (RS) aumentaram 44% em uma semana. Assim sendo, saltaram de 6.470 para 9.332. Já o Distrito Federal (DF) observou um acréscimo de 31,4% no número de pessoas infectadas. Assim como o RS e o DF, São Paulo adotou a volta gradual das atividades econômicas. Tendo início nesta segunda-feira (1), houve registro de aglomeração, sobretudo no transporte público. No Rio de janeiro o retorno paulatino das atividades também foi autorizado. Embora as medidas de isolamento e distanciamento social ainda estejam em vigor, a capital também registrou aglomerações.

Vacina criada pela Universidade de Oxford contra o coronavírus será testada por brasileiros

A vacina mais promissora, desenvolvida para a prevenção do coronavírus pela Universidade de Oxford, chega em sua terceira fase. Com isso, nesta fase, será testada a eficácia do produto. Além disso, o objetivo é testar o produto em 10 mil pessoas, sendo 2 mil brasileiros. O Brasil é o primeiro país a realizar a testagem fora do Reino Unido. Por conseguinte, a escolha se deu devido ao crescimento ascendente dos números de casos e de óbitos relacionados ao coronavírus.

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Tanto que os estados escolhidos foram o Rio de Janeiro e São Paulo, por concentrarem a maioria dos casos. Cada estado escolherá 1 mil indivíduos para participar do estudo, a partir de uma inscrição feita por eles. Para isso, é preciso que tenham entre 18 e 55 anos e nunca tenham sido contaminados pela Covid-19. Além do mais, a seleção dos participantes dará preferência aos profissionais de saúde que estão na linha de frente.

De acordo com o Estadão, os voluntários serão chamados entre a segunda e a terceira semana de junho. Metade do grupo formado por 2 mil brasileiros será imunizado com a vacina promissora e a outra metade receberá outro imunizante. Então, cada participante será acompanhado por 1 ano. Diante disso, o Brasil tem grandes chances de ter prioridade no uso da vacina quando começar a fabricação. Ademais, o grupo farmacêutico britânico responsável pela testagem, AstraZeneca, espera ter em setembro a comprovação da eficácia do produto.

João Pessoa-PB inicia isolamento social rígido

Na contramão de boa parte das capitais, João Pessoa e mais 7 municípios do estado da Paraíba optaram pelas medidas mais restritivas. decreto foi assinado no último dia 30 e teve início a partir desta segunda-feira (1). Dessa maneira, estabelece a proibição de pessoas em locais públicos (praias, praças), exceto quem precisar se deslocar para os serviços essenciais. E mais, as atividades essenciais continuarão a funcionar e os táxis e transportes por aplicativo podem circular normalmente. Além disso, haverá fiscalização nas entradas e saídas dos 8 municípios. Por isso, apenas trabalhadores dos serviços essenciais e dos locais autorizados a funcionar podem passar pela barreira. Mas ainda assim precisam comprovar que são funcionários dos estabelecimentos liberados. Essas e outras medidas que constam na determinação terão duração de 15 dias, se estendendo até o próximo dia 14.

Por: Lourice Rocha

(Foto destaque: Principais notícias da semana sobre a Covid-19 .Reprodução/Freepik)

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