Pioneiro em abordar somente assuntos curiosos e divertidos da quarentena, o show será em formato inédito no Brasil

O humorista Rafael Cortez já teve programas na Band, Record, Globo e Comedy Central, além de passagens pelo SBT, GNT, Multishow, canais de internet, cinema, rádios e outras plataformas. Com 12 anos de estrada como comediante stand-up, já se apresentou com dois solos de humor por todo o território nacional e também por cidades do México, EUA e Japão. Cortez contou detalhes com exclusividade para o portal Lorena Bueri, sobre seu novo projeto “Antivírus, o show”.



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Ademais, com toda essa experiência e sem possibilidades de fazer novamente shows de humor com plateias, por conta do coronavírus e da necessidade do isolamento social, Cortez teve a ideia de fazer um novo solo de comédia stand-up abordando apenas os aspectos curiosos e divertidos de estarmos todos em quarentena. “A comédia é reflexo da sociedade e não podemos nos privar de abordar o que acontece agora. Cada comediante encontrará seu meio de expressão, e o que prefere falar dentro disso. Eu vi no meio das Lives um modo de fazer o show rolar por ser o único modo possível.” explicou o artista.

“Antivírus, o show”, é o primeiro stand-up do Brasil a abordar somente aspectos curiosos e divertidos da quarentena. Ganhou esse nome para justamente reforçar a ideia de que a comédia pode e deve funcionar como um antídoto em um momento tão delicado como o que vivemos.

Humorista Rafael Cortez prepara o primeiro solo de comédia stand-up 100% ligado ao confinamento social. (Foto: Reprodução/ Pri Prade)


Outrossim, o novo solo de Cortez está nascendo em formato inédito no país: a cada domingo, o comediante testa novas piadas em lives nas suas redes sociais, direto de casa, medindo a eficácia dos textos e sugestões através de comentários dos seguidores.

Ainda mais, nos temas abordados no show, entram apenas insights e reflexões divertidas sobre aspectos comuns a todos e que não causam mal nenhum ao virarem piadas, como:

• O quanto não sabemos limpar nossos lares direito;

• Como é lidar com crianças em confinamento cheias de energia;

• Porque as escolas mandam tanta lição de casa para a criançada e a dificuldade que temos de ensinar no lugar dos professores;

• O tanto que nossos avós querem sair e não podemos deixar;

• Como estamos nas janelas de casa futricando a vida dos vizinhos;

• O tanto que a natureza está feliz com a reclusão do homem;

• Nosso relacionamento com nossos pets, agora que ficamos tanto tempo dentro de casa quanto eles.

Contudo, nenhum tema cruel ligado ao Coronavírus é abordado, como: fome, crises, desemprego, hospitalizações, colapsos nos sistemas de saúde e mortes. A ideia é repercutir apenas os pontos que possam ser engraçados por acontecerem com todo mundo, independente de ideologias, origens e condições socioeconômicas.

No entanto, como não há previsão de retomadas das atividades de palco em bares e teatros, Cortez está testando as piadas desde a primeira semana do isolamento social em lives no seu Instagram e em seu Facebook. Todos os domingos, às 20hs, Rafael Cortez faz o que tem de textos, exclui o que não vem funcionando, adiciona ideias novas surgidas da audiência e aperfeiçoa outras com feedbacks do público.

Além disso, todo esse processo inovador confere a ele o desafio de criar um solo sem ouvir risadas, sem medir êxitos de piadas com aplausos e sem qualquer outra reação da plateia, que existe apenas virtualmente. É um novo modo de fazer comédia stand-up e de se realizar um novo show, totalmente pioneiro e testado primeiro com Cortez.

Com a volta à normalidade, a ideia é fazer esse solo de modo colaborativo em teatros pequenos que precisem de uma “injeção de ânimo”. Aliás, Rafael pretende ficar um tempo em cartaz em espaços que precisem de uma atração nova e chamativa, cedendo seu cachê para a retomada das atividades do setor cultural e incentivando o acesso do público através de doações de alimentos para entidades que deles precisem. “Quando isso passar, o show estará em turnê e em cartaz. E aí vamos agradecer juntos com risadas e abraços reais o fato de tudo isso ser passado.” Concluiu.

Confira a entrevista na íntegra:

1. Primeiramente, é com extrema alegria que agradecemos a entrevista. Qual spoiler sobre “Antivírus, o show”, você pode revelar com exclusividade para o portal Lorena Bueri R7?

R. O prazer é meu! Posso adiantar que meu novo solo é pioneiro. O primeiro stand-up a nascer e a viver até aqui unicamente no território das Lives, que não são casa de shows de humor solo, e também sendo o único a falar apenas de isolamento social. Falo de tudo ligado ao tema, mas ignoro qualquer coisa cruel ligada à doença, como fome, desemprego, falências, hospitalizações e mortes. Spoiler final: Tá ficando BEM legal.

2. “Antivírus, o show”, é o primeiro stand-up do Brasil a abordar temas divertidos e curiosos da quarentena. Como surgiu a ideia de criar o show?

R. Da necessidade de FALAR sobre o que está acontecendo sob a lógica do humor. A comédia é reflexo da sociedade e não podemos nos privar de abordar o que acontece agora. Cada comediante encontrará seu meio de expressão, e o que prefere falar dentro disso. Eu vi no meio das Lives um modo de fazer o show rolar por ser o único modo possível. Não sei quando poderemos voltar a viver alguma normalidade. Não faço ideia de quando poderei fazer show no modo antigo, com plateia, etc. A Live acabou sendo a solução. E com essa série de testes de textos do “Antivírus” sairei com um solo novo de humor para ficar em cartaz e rodar assim que autorizado. Eu não faria um show novo se não tivesse essa pressão, certeza!

3. Devido a pandemia do coronavírus, estamos vivendo tempos delicados. O stand-up “Antivírus, o show”, tem sido um antídoto em um momento tão difícil. Em conjunto, qual mensagem especial você pode deixar para o público em meio a esse caos mundial?

R. Ocupem suas cabeças! Aos que sabem produzir conteúdo artístico, façam arte em quantidade – sem deixar de oferecer qualidade a isso. Aos que são mais de consumir conteúdos, consumam! Leiam os livros que estavam na fila para momentos calmos, atualizem suas séries e filmes, ouçam músicas, conheçam podcasts. Manter a cabeça boa e no lugar é fundamental. Ao mesmo tempo em que, obviamente, fazemos nossa parte ficando em casa e tomando todos os cuidados. E não esqueçam: isso um dia será passado, e sairemos dessa melhores do que quando começamos. Nem todos, é verdade. Mas a maior parte, sim!

4. Sem a previsão da retomada das atividades de palco em bares e teatros. Você é o pioneiro nesse modo de fazer comédia stand-up. Já se adaptou com essa nova forma de fazer um show?

R. Sei que sou o pioneiro, mas acho que é só porque eu dei uma banana para a dificuldade de fazer stand-up em live, pensei menos e resolvi me jogar no formato. Acho também que minha posição atual me permite ser essa “cobaia”. Não tenho muito a perder e sempre fui meio cara de pau mesmo. Mas tem uma coisa: não, ainda não me acostumei. De todas lives que faço, essa é a mais difícil. Não tenho retorno de risadas, aplausos e o calor da plateia. Vou muito pelo feeling; por aquilo que imagino que funcione bem. Pelos emoticons dos comentários entendo se estou ou não agradando, mas não posso parar para ler muita coisa durante o fazer do show ou perco o ritmo. No entanto, sinto que o público está sendo gentil e abraçando o formato. Não é o ideal para ninguém mesmo, mas o apoio dos internautas tem ajudado bastante. Quando isso passar, o show estará em turnê e em cartaz. E aí vamos agradecer juntos com risadas e abraços reais o fato de tudo isso ser passado.

Sobre Rafael Cortez

Aos 43 anos, Cortez se identifica cada vez mais como um “cara de conteúdo autoral”, dedicando-se totalmente a isso.
Com mais de 419 mil inscritos, tem seu canal no Youtube, o Love Treta. Em 2018, lançou o livro de prosa e poesia Memórias de Zarabatanas. Realizou o primeiro talk-show (The Live Show, em 2019, pelo UOL) comandado de dentro de uma universidade com estudantes trabalhando em todas suas etapas, a seu lado, para ganhar conhecimento prático de carreira.

Tem três CD’s lançados como músico e cantor, sendo um deles o Música Divertida Brasileira, ideia dele – um resgate e releitura das canções mais divertidas da MPB, ao lado da banda Pedra Letícia. Em abril, lançou o single “Um Abraço” com a cantora Badi Assad e o violonista Fábio Lima. É uma canção que fala da Quarentena no momento delicado pelo qual passa o planeta.

Ademais, Cortez lançou também 6 audiolivros com sua voz, um livro de comédia (Meu Azar com as Mulheres) e está indo para seu terceiro solo de comédia Stand-Up numa carreira de 12 anos de shows realizados por todo Brasil, além de parte do Japão, México e EUA.

Faz, também, dezenas de eventos corporativos para muitas marcas e empresas, bem como sua palestra Apostando na Carreira – em versão para empresas e também para o público estudantil.

O artista se vê provocado por uma carreira que una todas suas características profissionais. “A multifacetação é o caminho que escolhi. Sou um realizador de conteúdo, acima de tudo. Minha expectativa é a mesma, sempre: poder, com tudo que faço, atingir as pessoas e trazer alguma alegria, emoção ou mudança positiva para suas vidas – ou, ao menos, para o momento em que cruzam comigo.”

Por: Karla Gobnes

Imagem em destaque: Rafael Cortez. (Reprodução/ Pri Prade)

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