No último mês, o aumento dos casos da Covid-19 no Centro-Oeste foi de 198%, enquanto no país foi de 89%

Segundo o Consórcio de Veículos de Imprensa (grupo de jornalistas do G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL) que coletam nas secretarias de Saúde estaduais dados como números sobre óbitos e contaminados, como consequência das limitações impostas pelo Ministério da Saúde, durante o mês de junho, observou o crescimento dos casos de Covid-19 na Região Centro-Oeste foi mais acelerado do que da média de todo o país.



O crescimento de óbitos e casos na Região Centro-Oeste supera a média nacional. (Imagem: Reprodução/G1)


De acordo com o portal G1, durante os dias 8 e 28 de junho, o número de óbitos pela Covid-19 aumentou 54,5%, enquanto na região o aumento foi de 191% no mesmo período. O Mato Grosso foi o estado com o maior crescimento no número de óbitos. Enquanto em todo o país as mortes confirmadas aumentaram 54,5% nos 20 dias, o avanço no estado foi de 341% no mesmo período.

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Crescimento do índice de ocupação de leitos de UTI

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Leitos de UTI no Hospital Regional de Santa Maria, no DF (Imagem: Iges-DF/Divulgação)


Além disso, consoante as Secretarias estaduais de Saúde e o G1, a ocupação de leitos de UTI também cresceu, preocupando as autoridades. No Mato Grosso, a ocupação chegou a 92,9%. Já em Goiás, a ocupação dos leitos durante a primeira semana de junho era de 46,6%. A ocupação de leitos aumentou em 38,4%, chegando, assim, a 85% no primeiro dia de julho.

Já no Mato Grosso do Sul, a situação não encontra-se favorável. Na primeira semana de junho, era um dos estados com menor índice de ocupação de leitos de UTI, com 7,0%. No entanto, na segunda semana, a porcentagem tinha dobrado, com 14,8%. No dia 1º de junho, o número chegou a 39%.

Apesar dos pesares, as medidas restritivas continuam as mesmas

Apesar do vertiginoso crescimento de casos, óbitos e índices de crescimento nas ocupações das UTIs, não houve aumento das limitações nos estados citados. Em outras palavras, as medidas restritivas continuaram as mesmas. Um exemplo seria a situação do Distrito Federal. Na última segunda-feira (29) o governador Ibaneis Rocha decretou situação de calamidade pública para o município.

Todavia, apesar da medida tomada, o governo manteve a autorização de flexibilizar serviços não essenciais, desde a reabertura do comércio a espaços de lazer. Em conversa com o G1, o governador afirmou que a medida tomada tinha como intuito conseguir “acessar programas federais”, não fazendo uma relação direta com o aumento de contágio da Covid-19.

Por: Raianne Romão

Imagem em Destaque: Adriano Machado/Reuters

 

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