Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos, criam tecido à prova de coronavírus

Os tecidos produzidos são feitos por partículas mil vezes menores do que um grão de areia. Por isso os pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos, interior do estado de São Paulo, produziram um composto de nanopartículas de prata e sílica que reveste por fora as roupas.



Coronavírus microscópico. (Foto: Reprodução/PixaBay)


A substância já era conhecida por ser capaz de matar fungos e bactérias. Mas, ainda eram desconhecidos por combater o coronavírus. Por isso junto com a USP, uma empresa de tecnologia e uma universidade espanhola, os pesquisadores de São Carlos, produziram testes em laboratório para mostrar a eficacia do composto.

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O teste em laboratório, foi feito a partir de uma amostra de tecido com as nanopartículas onde colocaram células infectadas. Descobrindo assim que causa uma reação química que produz um tipo de água oxigenada, que é capaz de combater o vírus.

“Esse composto matou 99,9% do coronavírus. E a vantagem desse produto é que ele tem durabilidade, dois anos, aguenta pressão e aguenta temperatura”. Comentou Elson Longo, professor do Instituto de Química da Universidade Federal de São Carlos.

De acordo, com a Sociedade Brasileira de Infectologia, não se sabe quanto tempo é capaz do vírus sobreviver em um tecido. Por isso a ideia principal é que as roupas já saiam das fábricas com o novo revestimento.

O material já está sendo incluindo nas linhas de produção de algumas empresas no interior de São Paulo. Entretanto os pesquisadores afirmam que o custo de produção pode aumentar o valor das roupas em até 5%.

Por: Andreza Soares 

(Foto Destaque: Pesquisadores criam tecido que combate o coronavírus. Reprodução/Pixabay)

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