Atriz lembrou do abuso sexual que sofreu por quem considerava ser um pai ou tio.

O que está acontecendo com o mundo?



Nesta sexta-feira (18), saiu uma entrevista para refletir muito sobre o machismo na sociedade! A atriz Cristina Oliveira conversou com a revista Marie Claire e contou detalhes tensos da sua infância. Ela entrou para a estatística de que a cada 1 segundo, uma mulher é assediada no Brasil e descreve, com muita tristeza,  como foi o abuso sexual que sofreu.

“Eu ia muito à praia, em Ipanema, na frente de casa, e tinha um senhor que fazia castelos de areia. Eu achava um máximo, sempre fui muito comunicativa, sagitariana e gostava muito dele. Era como se fosse um pai ou um tio. Até que um dia ele me agarrou, enfiou a língua na minha boca, começou a me agarrar e fiquei apavorada com aquilo”, revela.

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Cristiana Oliveira (Reprodução/Revista Marie Claire)


A atriz abriu a caixinha das memórias ruins e continuou o relato do episódio de horror. Ela relembra que contou para a mãe que pensou que a filha apenas tivesse sonhado com toda a situação:“Minha mãe viveu 70 anos com meu pai, o único homem dela, e viveu como uma rainha dentro de casa. Ela não sabia que isso poderia acontecer, seja um assédio ou uma pedofilia. Temos de nos manifestar cada vez mais porque isso acontece todos os dias. Os índices de feminicídio e violência doméstica no Brasil são preocupantes. É muito importante ouvir uma mulher que sofre isso e tem coragem de falar. Graças a Deus que muitas mulheres tiveram suas vozes escutadas e outra vieram atrás. Isso é algo que existe há muito tempo, mas hoje temos a imprensa e a internet do nosso lado e podemos explanar, vendo cada vez mais mulheres saindo de suas tocas para se manifestarem”,explica.

A boa notícia para a atriz é que agora as mulheres possuem mais informações e orientações para saber como agir em caso de abuso sexual. O que é mega importante para combater o crime! Cristiana enfatiza que as mulheres sofrem opressão há centenas de anos e que sua geração foi educada para sempre obedecer o homem, algo que hoje não é tão forte assim.

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“É como se nosso trabalho tivesse como remuneração o sustento do provedor. Agora temos como lutar com todas as ferramentas para por este poder pra fora. A mulher tem toda a capacidade para estar no mercado de trabalho, liderando empresas. Claro que esta não é uma total realidade. Como mães, temos uma rejeição das empresas por ficarmos grávidas e tirarmos licença para este momento. A gente ainda não está num patamar igualitário, mas está aumentando”, argumenta.

O mais importante é saber que a luta não acaba! A guerreira finaliza seu relato para a revista salientando o papel da mídia no aumento do poder feminino:“É a mídia que nos dá mais voz. Acho que tem de existir um trabalho de autoconhecimento e de reponsabilidade por nossas escolhas. Se a mulher é poderosa dentro de casa para cuidar dos filhos, da casa, administrando tudo por uma escolha, eu acho muito válido. Não deixa de ser um poder.”


(Por Gabriela Bulhões)

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