A aclamada série Dexter estará disponível no streaming em 30 de junho

Dexter é uma famosa série de suspense policial da metade dos anos 2000. A obra foi adquirida pela Amazon e será adicionada ao catálogo do streaming no final do mês que vem. O serviço disponibilizara a seus assinantes todas as oito temporadas de uma vez.



A trama acompanha Dexter Morgan (Michael C. Hall), um Especialista forense em amostras de sangue da polícia de Miami que esconde um grande segredo: ele é, na verdade um psicopata e serial killer, extremamente meticuloso, que mata os criminosos que a polícia não consegue levar à justiça.

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Quando criança, Dexter é adotado pelo policial Harry Morgan (James Remar), que após detectar tendências homicidas no garoto, decide ensinar a ele um “código”. Isso serviria para canalizar a raiva do filho em situações mais propícias à violência. Nesta nova lógica, Dexter deve matar apenas assassinos de pessoas inocentes. Com a condição de provar que cada um deles é realmente culpado. Trabalhando na polícia de Miami, Dexter tem acesso à cenas de crimes, pegando pistas e verificando o DNA para confirmar a culpa de um alvo antes que ele os mate.

Cena de abertura da série Dexter. (Foto: Reprodução/ CBS/ Omelete)


Dexter teve 96 episódios ao longo de suas oito temporadas. Seu capítulo de estreia foi originalmente exibido em 1 de outubro de 2006 nos Estados Unidos, e encerrou sua jornada depois de sete anos no dia 23 de setembro de 2013. No Brasil, a série foi transmitida pelos canais pagos FX e Liv. Mas ficou conhecida mesmo na aberta pela emissora RedeTV.

 

Aclamada pelos fãs

Dexter foi uma série muito querida em seu tempo, e até hoje carrega uma multidão de fãs fiéis. A obra traça uma estrutura de capítulos que mesclam diversos flashbacks do passado. Mostrando Harry, morto anos antes, instruindo Dexter em como parecer normal e cobrir os seus rastros. Assim, quem assiste tem acesso a um material precioso, que oscila entre presente e passado. E aos poucos vai descobrindo como ocorreu a “lapidação” do psicopata mais querido da televisão.

Os atores e personagens, assim como a história e estrutura da série, são simplesmente incríveis. Com honras para Michael, tanto pela atuação, quanto pelo personagem denso e convincente e, sem dúvidas, pelo vício de querer ver cada vez mais.

Michael C. Hall como Dexter  (Foto: Reprodução/CBS/Poltrona Nerd)


A palavra psicopata acarreta um grande impacto na sociedade. Mas, isso se torna ainda mais intenso quando a obra mostra que, assim como na série, eles estão nas ruas, pois são pessoas “normais”, com um conjunto distinto de características que englobam: crueldade, ausência de culpa, empatia e, principalmente, falta de consciência. Deixando em cada capítulo, mais próximos dessa realidade que, para grande maioria, é algo extremamente distante, mas não menos interessante.

Outro aspecto que atrai o público da série é o conflito entre o bem. Nos capítulos, podemos ver o quanto Dexter é um homem que, sem dúvidas, não deveria estar nas ruas, mas, ironicamente, entendemos que “tudo bem”.  Justificando que, mesmo sendo tão perverso quanto os outros assassinos, ele age como uma espécie de um justiceiro, pois mata pedófilos, e pessoas que praticam o mal.

Um final questionável

Como nem tudo são flores, Dexter também tem seu ponto negativo. A série é conhecida por ter um dos piores encerramentos de seriados de todos os tempos. Durante toda a série, acompanhamos Dexter Morgan lutando com uma força que reside dentro de si, a vontade de matar. E ao longo das três primeiras temporadas, realmente acompanhamos ele assassinando, esguiando-se das investigações policiais e lidando com seus relacionamentos mais próximos.

A série conta conta uma narrativa milimetricamente encaixada de gato e rato, onde o protagonista investiga alguns dos crimes mais intenso de Miami. Mas que acabam só levando-o para mais perto de suas próprias vítimas.

Cena da série Dexter. (Foto: Reprodução/CBS/Delfos)


E com a chegada da quarta temporada surge Trinity Killer (John Lithgow) que é um antagonista perfeito, e deixa Dexter obcecado. Ele precisa capturá-lo e dar seu próprio destino ao assassino, mas isso significa tirá-lo da polícia. São duas frentes na busca pelo serial killer, culminando no que poderia ter sido o melhor episódio final da televisão. Uma história que completaria seu ciclo e encerraria a trama exatamente como começou.

Todavia, os executivos resolveram estender a obra por mais um tempo. E ainda teve bons momentos após a quarta temporada, com bons personagens e boas tramas. Porém, nada que superasse o que já havia passado. E o final “verdadeiro”, o último episódio, realmente não parece fazer parte da mesma obra. Contudo, a série vale muito ser assistida.

Todas as temporadas da série também estão disponíveis no catálogo do Globoplay. A diferença agora é só o valor, já que a Amazon prime custa metade do preço, pelo menos por enquanto.

Por: Jonathan Rosa

Imagem em destaque: Michael C. Hall como Dexter. (Reprodução/ CBS/UOL)

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