Daytime se aproxima e candidatas às estatuetas do Emmy podem surpreender

Provavelmente, uma das mais difíceis categorias do Emmy. Pior do que isto, é não ter espaço para todas elas nas indicações do dia 28 de julho. Mas “ninguém disse que seria fácil” e temos que nos preparar para a edição do Emmy Awards 2020 em setembro. Então, antes de tudo, crie coragem e acompanhe a jornada de ficção, fantasia e terror.



Emplacando seis temporadas “Outlander” não é mais forasteira em terras desconhecidas, a série é uma das favoritas a indicação da estatueta dourada. Após anos e anos, Claire e Jamie Fraser consolidaram não só um amor, mas toda uma trama sólida e embasada.


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Outlander caminha para a 6ª temporada. (Foto: Reprodução/Estadão/Starz/Fox)


As viagens de tempo de Claire e o encontro com Jamie de XVIII perderam espaço para dilemas dolorosos e bastante reais na série. Amor, traição, lágrimas, reencontro, você encontrará aqui. Prossigamos e aguardemos a Fox divulgar sua nova temporada.

E falando em Fox, o canal cancelou “Lucifer”, que foi salvo na hora certa pela Netflix, bem a tempo de ainda se tornar um candidato ideal ao Emmy. A quinta temporada chega pelo streaming e será o final do poderoso chefão, se não mudarem de ideia.

Porque é evidente que a ajuda de Lucifer (Tom Ellis) à polícia de Los Angeles tem sido de grande repercussão entre os fãs. E cá para nós, não parece que o senhor das trevas está entediado, convenhamos.


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Lucifer foi salvo pela Netflix e terá 5ª temporada. (Foto: Reprodução/Fox/TVPrefeito)


Leia mais: Emmy Awards 2020: “Game Of Thrones” e mais séries fantásticas

Os brutos, também amamos

Se “Outlander” e “Lucifer” são favoritas, obviamente o que vem a seguir são, no mínimo, potências no universo das séries. “The Witcher”, o bruxo sério assumiu seu papel de super homem matador de monstros. Claro, recebendo grana por isso. Contudo, a série envolve mais coisas além do bruxo de Henry Cavill, temos uma feiticeira muito poderosa e personagens bem carismáticos.

O sucesso dos games foi tanto que até a série continua mantendo o gráfico semelhante. Com uma ameaça apocalíptica, a série ganha densidade e prossegue. Por isso um sucesso tão estrondoso. Ah! Fique tranquilo, a segunda temporada já está garantida, porém sem data.


The Witcher pode ser umas das indicadas ao Emmy. (Foto: Reprodução/Netflix/Valor Econômico)


Uma passagem breve por “The Mandalorian”, mas que possui uma ajudinha da sua série referência “Star Wars”. Sendo assim, o caçador de recompensas é contratado para matar um bebê da raça do mestre Jedi. É aquele fofo do baby “Yoda” ninado pela internet toda!

P.S: Segunda temporada confirmada na Disney+.


(Foto: Reprodução/Twitter)


Enquanto uns caçam o baby Yoda, outros procuram desaparecidos. É o caso de “The Society”, os jovens se deparam numa estranha situação em que adultos somem e só restam os jovens. Logo, eles precisam se organizar e criar regras de uma nova sociedade. Quem será que vai dizer o que é certo e o errado?

Certamente, a série foge de alguns clichês das séries teens, como Riverdale e afins, o ponto aqui é construir novas ordem sociológicas. Não é novidade que ela ganhará a 2ª temporada na Netflix, né?


The Society traz questões sociológicas. (Foto: Reprodução/Netflix/Veja)


E o prêmio talvez “goes to…”

E que tal se tele transportar e sobreviver a mais temida fase da vida de alguém: A adolescência? É com esse argumento que o seriado “Impulsive” do YouTube se apresenta. Estereótipos contidos e um roteiro elaborado chamaram atenção dos críticos.

Contudo, a série que se baseia no livro de Steven Gould e criada por Jeffrey Lieber (Lost) não teve as chances estendidas pelo YouTube Premium. Sim, exatamente, a gigante dos vídeos não emplacou no streaming como gostaria e a série não passou de duas temporadas. Terá sido o YouTube um pouco “impulsive” e apostado alto demais?


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Série Impulsive não foi renovada para nova temporada. (Foto: Reprodução/YouTube Originals/Série Maníacos)


No entanto, se teletransporte não foi o suficiente para ter uma renovação, com certeza bruxaria tem agradado ao público. A série “Motherland: Fort Salem” forte na originalidade de roteiro – aplausos para Eliot Laurence – a criadora transformou as então vítimas do massacre contra bruxaria, em protagonistas.

Aqui as bruxas não foram exterminadas, pelo contrário, em um acordo com os EUA, elas lutam pelo país se alistando nas forças armadas. Diante disso, a série recebeu o benefício de sua renovação para a segunda temporada. O canal pago americano Freeform já anunciou a sequência para o próximo ano. Go girls!

Empodera mais!

No seguimento de mulheres empoderadas e poderosas literalmente, decerto que “Batwoman” merece seu destaque na busca da indicação. Sobretudo, porque temos uma heroína prima de Batman que assume o papel do moço, enquanto ele está no período de desânimo em lutar contra o crime.

Embora, a atriz Ruby Rose entregasse um bom personagem, parecia não estar feliz e não renovou para a segunda temporada com a CW. Mesmo com a crise nos bastidores, no universo alternativo das séries, ela mantém seu papel e está sendo exibida aqui no Brasil pela HBO.


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Ruby Rose não será a próxima Batwoman. (Foto: Reprodução/CW/Papelpop)


Investigadores juvenis no Emmy

Stranger Things já anunciou o legado que deixaria com as séries juvenis e investigativas. Nesse sentido vemos “Locke & Key” baseada no HQ de Joe Hill, pausa para falar dele – o filho de Stephen King – continuemos então…
Com uma estória de assassinato, mudanças e mansões com chaves mágicas levando para vários mundos, a trama se desenrola.

No entanto, muito da série é adaptado para o público, a qual é destinada, e daí pode ter começado os problemas. Geralmente, adaptações carregam algum tipo de risco, mas Locke se desenvolve rápido demais, sem dar muito tempo para seus protagonistas.

Bom, mas não podemos melhorar sem chances, talvez por isso a Netflix insistiu na narrativa e trará mais uma temporada. E a família King poderá ter mais uma aquisição bem sucedida na sua prateleira de sucessos.


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Locke & Key abrem portas para vários mundos. (Foto: Reprodução/Netflix/Seventeen Magazine)


Já “Nancy Drew” e seus amigos vem pela Globoplay é baseada também em obra literária. O bacana aqui é que se o livro teve pluralidade de escritores em um pseudônimo, isso contribuiu para uma personagem evoluída e cheia de séries antecessoras baseadas na jovem.

Nancy juntos com outros é levada a investigar não só assassinato, mas as causas dele, que podem ter sido sobrenaturais. Certamente, a estória precisava continuar e ganhou um aviso de segunda temporada, que por conta da pandemia poderá chegar apenas no próximo ano pela CW.

Preparados?

Por: Saiane Castro

(Foto destaque: “Outlander” terá 6ª temporada pela Fox. Reprodução/Fox/Delirium Nerd)

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