Na categoria Melhor Série Limitada Ou Filme de TV, o humor com fundo de drama chama a atenção

Chegamos a mais uma semana de conteúdos especiais sobre Emmy Awards 2020. A cada dia que se passa, a ansiedade só aumenta para sabermos quais séries ou filmes serão indicados. Assim, no dia 28 de julho, com transmissão da CBS para o mundo (TNT para o Brasil), às 20h, iremos matar esta curiosidade. Mas enquanto isso, continuamos a projetar, com base no site especializado TellTaleTV, o que pode acontecer na cerimônia. E, nós, do site LorenaBueri, produzimos várias matérias nesta semana em relação às categorias de Melhor Série Limitada Ou Filme de TV e Série de TV ou Streaming.



Leia mais: Emmy Awards 2020: a moralidade de “Defending Jacob”, “Sex Education” e mais!

Atypical na luta pelo Emmy

O primeiro destaque desta edição é a série de comédia dramática Atypical. Produzida pela Netflix, ela fala sobre a vida de Sam, um jovem de 18 anos com autismo que luta pela independência. A princípio, apresenta um humor leve misturado ao drama das situações. Desta maneira, a produção tem como ponto forte mostrar como as pessoas ao redor lidam com o autismo em meio aos descobrimentos do protagonista. É presente o equilíbrio entre o humor e drama, com cenas e situações engraçadas, mas sempre uma pegada dramática como plano de fundo. O seu lançamento aconteceu em 2017 e já possui três temporadas, com 28 episódios. Original da Netflix, a plataforma já renovou a atração para a quarta temporada.



One Day at a Time

Baseada na sitcom que fez sucesso entre 1975 e 1984, One Day at a Time ganhou uma nova versão. Lançada em 2017 pela Netflix, a série fala aborda temas importantes dentro de uma família cubana-americana. Uma coisa bem única nesta produção é o fato de o protagonismo ser de uma família latina num programa de TV estadunidense. Do mesmo modo de Atypical, ela aposta na leveza das piadas em situações onde há presença do drama. Bem carismática, já está na sua quarta temporada, com 44 episódios. Um fato engraçado, é que ela foi cancelada pela Netflix na terceira temporada. Ainda assim, seguiu o sucesso após ser comprada pela CBS. Desta forma, a quarta temporada passou a ser exibida no canal Pop TV. Está disponível na Netflix.



On My Block

E vamos para mais uma série de comédia em meio a uma questão social. Assim, On My Block é uma série que narra a história de quatro adolescentes no ensino médio. Poderia ser mais uma produção apenas com farras e fantasias da juventude, mas aqui, não. De antemão,  percebe-se que os protagonistas pertencem a um grupo de minoria nos EUA. Desta maneira, sem privilégios, eles acabam tendo que superar as adversidades relacionadas à idade e o seu redor. Com dois latinos, um negro e uma mestiça, o grupo consegue se unir e enfrentar uma realidade bem diferente que vemos em filmes “teen” americanos. A série parou na terceira temporada, tendo 28 episódios. Você pode acompanhar na Netflix.



Schitt’s Creek

Diferente das outras séries em que abordam o autismo e as minorias, nesta a falência é o destaque. Vencedora do MTV Movie & TV Awards de 2019 na categoria Melhor Perfomance Cômica, a série acompanha os Roses. Família que acabou indo à falência após fraude milionária. Com situações divertidas, a série consegue apresentar a mudança de vida dos ex-milionários. Porém, ela não está baseada apenas nisso. Segundo Dan Levy, ator e filho do criador Eugene Levy, Schitt’s Creek mostra que, no final de tudo, o que vale é o companheirismo de uma família. Em outras palavras, acompanha a evolução e adaptação dos personagens numa nova vida. Lançada pela CBC, a série foi finalizada em abril deste ano, em sua sexta temporada. Atingindo recordes de audiência nos EUA, rendeu muito ao canal Pop TV, o mesmo de One Day at a Time. No Brasil, você pode acompanhar na Uol Play.



Wine Country. O único filme nesta lista do Emmy

Chegamos ao único filme desta lista: Wine Country. Produzido e dirigido por Amy Poehler, de Meninas Malvadas, a comédia fala de um grupo de mulheres que fazem um tour de degustação de vinhos na Califórnia. Com 1h43min de duração, o tema central é discutir as dúvidas e incertezas de mulheres que já chegaram na meia-idade. Desta forma, a viagem é uma chance para elas poderem desconectar com suas realidades e debater sobre o futuro de cada uma. Lançada no ano passado, o filme foi parar em alguns cinemas, mas hoje está disponível na plataforma de streaming Netflix.



Self Made: Inspired by the Life of Madam C.J. Walker

Inspirada na história de Madam C.J. Walker, o drama fala sobre a vida da primeira mulher negra empresária que enriqueceu nos EUA. Aliás, a personagem é interpretada por Octavia Spencer, vencedora do Oscar de 2012. No enredo, Walker enfrentava um problema de caspa, e daí teve uma ideia de criar shampoos e cremes. Com o sucesso de venda dos seus produtos cosméticos especializados para cabelos afro, ela enriquece. Além disso, Walker participa ativamente na luta pela igualdade e outras diversas causas. Nesse sentido, com uma personagem rica de representatividade, a série discute não apenas o racismo, mas também o feminismo e o padrão de beleza. Assim, a imersão pela história é inevitável. Mesmo após mais de 100 anos de sua morte, Madam C.J. Walker segue sendo um símbolo de luta e resistência. Você pode acompanhar a minissérie na Netflix.



Mais duas minisséries na disputa pelo Emmy

“Correndo por fora”, duas minisséries encerram a nossa lista. Primeiramente, Fosse/Verdon (imagem), que é baseada na história real do casal Bob Fosse e Gwen Verdon. A série aborda o relacionamento do coreógrafo e da dançarina, mostrando o obscuro dos bastidores do espetáculos de dança. Desta forma, ela recorre aos musicais e o ambiente de época dos anos 60, 70 e 80. Com apenas oito episódios, a obra foi indicada a 17 Emmys em 2019. Fosse/Verdon rendeu a Michelle Williams o Prêmio Emmy do Primetime: Atriz em Minissérie ou Filme de TV. Você pode acompanhar no Fox Premium.


Fosse/Verdon mostra o palco e os bastidores dos espetáculos de dança. Reprodução/FX


Saindo do passado e indo para uma trama futurística, temos a minissérie Devs. Produzida pela FX, o drama acompanha uma engenheira de computação resolve investigar uma divisão secreta da empresa em que trabalha, acreditando que a companhia está envolvida na morte do seu namorado. Contudo, com o andar dos episódios ela sai de um enredo apenas de investigação e vai além. Devs aborda às teorias físicas que explicam o universo, os limites da computação e o livre arbítrio. Louco, né? E aí vem o questionamento: somos livres ou existe uma força determinante sobre nós? Nesse sentido, Devs impacta visualmente com um complexo de perguntas e respostas. Transmitida pelo FX nos EUA e a HBO em Portugal, a série não está disponível ainda para o Brasil.

Por: Sidney Araujo

(Foto de destaque: Emmy Awards 2020: séries com questões sociais importantes ganham destaque. Divulgação/Netflix)

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