O isolamento durante a pandemia da Covid-19 disparou as vendas no comércio eletrônico

 Cerca de 10 milhões de micro e pequenos empresários movimentaram a economia brasileira neste período de isolamento social usando vendas online e WhatsApp. Segundo o levantamento do SEBRAE, estima-se que 400 mil pequenos negócios tiveram aumento médio de 47% na receita. Isso, porque apostaram mais nas vendas online e serviços de internet.



O mapeamento diário das vendas para mensurar o impacto do Coronavírus, mostra que nem todas as empresas foram impactadas negativamente. Além disso, um grupo de 200 mil empresas conseguiu manter o volume de vendas mesmo durante a pandemia. Muitas delas fizeram vendas diretamente para o consumidor final. Assim, em pouco mais de dois meses de reclusão social foram abertos 107 mil novos estabelecimentos.

De acordo com a Receita Federal o mês de junho teve o maior nível de vendas do ano, cerca de R$ 24 bilhões por dia, um crescimento de 15,6% comparado a maio. Além disso, o crescimento das notas fiscais eletrônicas referentes às vendas pela internet chegou a 73% em relação a junho do ano passado, e a média diária chegou a R$ 670 milhões.

WhatsApp, outra ferramenta que está se transformando em um plataforma global de vendas

Um mercado de 195 milhões de brasileiros que está presente em 94% dos celulares e que representa, somente no Brasil, uma oportunidade de R$ 600 bilhões desse nicho de mercado.

Para orientar o pequeno e médio empreendedor que ainda não opera na web e que quer fisgar o consumidor que está ajudando a movimentar R$ 24 bilhões por dia, o autor do best-seller mais lido na área do marketing digital, Conrado Adolpho, está realizando diariamente lives para ensinar tudo o que os pequenos e médios empresários precisam saber para planejar uma estratégia de divulgação e valorização de seu produto, além de deixar a empresa relevante na internet.

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Conrado Adolpho é empresário há mais de 23 anos. (Foto: Reprodução/Conrado Adolpho)


O empresário que não estiver atento às mudanças sobre como as pequenas empresas estão fazendo negócios na economia atual verá seu negócio definhar em menos de um ano”, alerta. O especialista em marketing digital, além de atender aos empresários, também dá dicas para o consumidor, desde como iniciar um negócio na internet até não cair nas vendas fraudulentas online que cresceram 60% durante a pandemia.

Evento: Lives às terças-feiras

Horário: 19h

Local: Conrado Adolpho

Saiba mais sobre Conrado Adolpho

Conrado é formado no Ita, Unicamp, em física e Química. Além disso, é empresário dos setores de educação, marketing e tecnologia há 24 anos; autor do livro “8Ps do Marketing Digital” –  best-seller em marketing, sendo utilizado como material base em diversas faculdades de negócios como Mackenzie, USP, ESPM, dentre outras. É treinador e criador do maior treinamento de negócios do país para donos de pequenas empresas, a imersão 8Ps.

Seu trabalho alcançou mais de 500 empresários nos últimos 5 anos, ajudando-os a tornar seus modelos de negócios muito mais lucrativos e escaláveis.

Sobre a escola de negócios 8Ps

Desde 2011, a 8Ps é uma escola de negócios voltada para ensinar donos de pequenas empresas, profissionais liberais e profissionais de marketing e vendas e escalarem seus negócios por meio de um método comprovado e validado no mercado por milhares de pequenas empresas que, ao aplicarem o método, tiveram um aumento de 2 a 8 vezes em suas receitas mensais em até 12 meses.

Entrevista na Íntegra

Fale como você começou a sua trajetória no marketing digital.

Em 1996 eu abri um cursinho pré-vestibular, foi um cursinho que durou três anos e meio. Porém, a gente não conseguia fazer dinheiro, tínhamos um problema na venda, não conseguíamos atrair alunos. Como resultado, em março de 2000 quebrei. Além disso, passei algum tempo me sentindo mal por ter quebrado, mas logo depois resolvi abrir outro negócio. Porém, resolvi fazer diferente, cheguei a trabalhar com uma empresa de 2002 a 2005, estava começando a questão do marketing digital, entretanto não tinha esse nome na época, eu que decidi chamar de marketing digital. Assim, comecei a estudar bastante isso. Logo depois, eu abri uma agência de marketing digital. Então esse foi o início. Eu apliquei o que eu estava aprendendo numa empresa que cuida dos treinamentos. No final, abri uma agência para fazer isso para outras empresas.

Como você define seu sucesso nessa área de marketing digital?

O meu sucesso em Marketing Digital na realidade é não olhar para o marketing digital. Olhar para o marketing, para o negócio, para comunicação e aplicar isso em ferramentas digitais. E aí sim, eu escalo bastante.

O mês de junho deste ano segundo a Receita Federal teve o maior nível de vendas pela internet, chegou a 73% em relação a junho do ano passado. Como você poderia explicar esse crescente aumento nas vendas?

A primeira coisa, as pessoas que estão em casa, elas precisam comprar, não tem jeito. Porém, poucas empresas fazem um trabalho online bacana, um trabalho que valoriza a marca e não só de panfletagem digital. Assim, essas empresas estão se destacando e crescendo ainda mais.

Por exemplo, tem uma aluna minha, que possui uma loja de variedades no Guarujá. Durante a quarentena, ela fez três horas de live no Instagram e vendeu mais do que ela vendeu em toda história da loja. Logo, suas ações online foram mais intensas durante a pandemia e como resultado todos os funcionários que tinham sido demitidos foram contratados e, além disso, devido à demanda foram necessários mais funcionários.

O marketing digital está relacionado a atingir o consumidor. Dessa forma, segundo seu conhecimento, como atingir esse consumidor que está surgindo durante a pandemia?

O consumidor ele sempre esteve aí, então é um novo hábito que está surgindo de comprar online. Logo, muita gente não comprava online, achava que não dava certo. Atualmente, como estamos impedidos de comprar presencialmente, não tem outra opção, a não ser comprar online.

Eu tive que comprar algumas camisas, eu já comprava online, mas eu fui lá e comprei online, e chegou tudo certo. Esses hábitos antigos de comprar na loja física vão diminuir obviamente, mas não vai voltar ao que era do nível pré-quarentena simplesmente porque as pessoas viram que comprar online é bem melhor do que sair para comprar.

O mundo já é outro com a pandemia e não será o mesmo pós pandemia. Dessa forma, como você vê o futuro do Marketing?

Muita gente acha que marketing e publicidade é a mesma coisa, mas não é. Marketing é estratégia, sua origem é mercadológica, ou seja, estudo do mercado. O mercado ele continua sendo de pessoas, que continuam tendo comportamentos, hábitos. O futuro do marketing é o mesmo de antes, ou seja, estudando o comportamento do consumidor e se adequar a ele.

As duas perguntas essenciais do Marketing são, qual é o comportamento e como eu posso me adequar a isso. Isso é marketing, tanto no passado quanto no futuro.

Fale como funciona o seu trabalho em mentoria com os empresários.

O que eu gosto de ensinar, eu passei dez anos dando aulas e cursinhos em diversos lugares. Esse é o primeiro pilar do que eu faço que é, ensinar. Atualmente, eu tenho uma empresa de treinamentos onde eu ensino os empresários a terem lucro, e não tem nenhuma fórmula mágica para isso, basicamente eu olho o que dá certo.

Muitas vezes, também acontece que eu acabo não só ensinando as táticas de negócios, mas ensinando muitos empresários uma espécie de modelo mental do empresário, ou seja, transformando toda sua mentalidade sobre si e sobre o seu negócio.

Como surgiu o método 8ps?

 Em 2005 montei uma agência de marketing digital até porque eu tinha estudando bastante sobre isso. Entretanto, imagina marketing digital em 2005, naquela época não tinha nada, nem o Google havia chegado ao Brasil. Dessa forma, eu estava ali testando algumas coisas, foi quando a gente começou a crescer e dar resultado. Nesse meio tempo, estava eu e mais duas pessoas. Porém, eu estava sem mão de obra qualificada.

Logo, comecei a contratar pessoas inteligentes para aprenderem. Como não tinha literatura disponível comecei a criar um processo dentro da empresa. No final dos oito passos que a gente criou de processo dentro da agência, tinha cinco coisas que tinha a letra P e os outros três não tinha. Daí eu falei: cara tá quase tudo com “p” aqui. Dessa forma, vamos se esforçar para deixar todas as palavras iniciando com a letra “p”.

Assim, criou-se o processo de oito passos que é os 8Ps. Primeiro pesquisa depois planeja, depois escolhe a plataforma, depois publica conteúdo, depois promove o conteúdo. Assim, depois que as pessoas propagam conteúdo entre elas, depois personaliza a comunicação que é uma objeção e depois faz a precisão, enfim…

Qual o conselho você deixaria hoje para todos os pequenos e grandes empreendedores?

O melhor conselho para quem tem negócio é: independente do seu investimento, venda para os clientes que você já tem. Depois disso é que você vai conseguir clientes. Muitas pessoas acham que tem uma fórmula mágica, mas são pequenas mudanças que faz toda a diferença.

 Por: Jesus Henrique

(Foto Destaque: Conrado, inspirou milhares de pessoas a expandir seus negócios. Reprodução/Portal Empreendedorismo)

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