O primeiro filme dirigido por Wagner Moura já possui data de estreia

 

“Marighella” já tem data oficial para estrear: dia 14 de maio. O anúncio foi feito quinta feira (16), pela conta oficial do longa.



Dirigido por Wagner Moura e estrelado por Seu Jorge e Bruno Gagliasso, a trama retrata os últimos anos de vida de Carlos Marighella, guerrilheiro que liderou um dos maiores movimentos de resistência contra a ditadura militar no Brasil, na década de 60.

A Polêmica

A princípio, o filme estrearia dia 20 de novembro de 2019, feriado nacional da Consciência Negra e 50 anos da morte de Marighella.

Porém, o longa foi adiado para 2020.

Desta forma, a produtora O2 lançou uma nota afirmando não ter conseguido cumprir a tempo todos os trâmites exigidos pela ANCINE (Agência Nacional de Cinema).

Entretanto, na época profissionais da área tiveram suspeitas de censura e boicote por parte da agência devido ao conteúdo.

“É esta a história que não querem que seja conhecida. É este o personagem que pretendem condenar ao esquecimento. O esquecimento é amigo da barbárie”, critica Magalhães, autor do livro biográfico Marighella – O homem que incendiou o mundo, usado como base para a produção.

Marighella é estrelado por Seu Jorge. (Foto: Reprodução/Cine Pop)

Ainda mais, a cor de pele de Marighella também foi debatida.

No filme, Moura o retrata como um negro, o que provocou diversas críticas de simpatizantes de direita.

Em resposta, Moura argumentou que “não há como discutir qualquer questão social no Brasil sem falar sobre questões raciais. Para mim, Marighella tinha que ser negro”.

Quem foi Marighella?

Carlos Marighella nasceu em Salvador, em 1911, filho de Augusto Marighella, imigrante italiano e de Maria Rita do Nascimento.

Primeiramente, ingressou em 1929 na Escola Politécnica da Bahia para cursar Engenharia Civil, por certo, foi porta para seu ingresso na política.

A partir disto, mudou-se para o Rio de Janeiro, abandonando o curso em 1934, quando tornou-se militante profissional pelo PCB.

No entanto, Marighella era responsável pela imprensa e divulgação do partido.

Por conta disto, durante o Estado Novo foi preso e torturado sob as ordens de Filinto Müller, chefe da repressão.

Após um ano na prisão foi solto e capturado em 1938 passando mais seis anos encarcerado.

Posteriormente, com o fim da ditadura de Vargas, recebeu anistia e foi solto.

A passagem de Carlos Marighella na política formal foi bastante curta, durou menos de um ano.

Em 1946, elegeu-se deputado federal constituinte pelo PCB, mas, por ordens do presidente Dutra, o partido voltou à ilegalidade e seu mandato foi cassado.

Posteriormente, com a chegada do Regime Militar foi expulso do PCB por desobediência e fundou a Aliança Libertadora Nacional (ALN).

A ALN se tornou a mais conhecida resistência armada à ditadura, participando de assaltos a bancos e do famoso sequestro do embaixador americano Charles Elbrick.

Assim, Marighella foi considerado o inimigo número um da ditadura militar até ser morto a tiros por agentes do Dops em São Paulo.

Em conclusão, todo Brasil está aguardando para dar o seu veredicto sobre o novo longa-metragem de Wagner Moura. Que venham as discussões no Whatsapp!

Por Paula Pamplona

 

Related Article

0 Comentários

Deixe um comentário