Ator ganhou seu primeiro Oscar ao interpretar o vilão das histórias em quadrinhos

No último domingo (9), após quatro indicações em sua carreira, Joaquin Phoenix ganhou seu primeiro Oscar como melhor ator, por seu trabalho como o vilão das histórias em quadrinhos, que dá o título a ‘Coringa’. Essa foi a segunda vitória do filme na noite, que também levou como Melhor Trilha Original.



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O ator se destacou como o grande favorito da categoria, após vencer prêmios do Sindicato dos Atores, o Globo de Ouro e o Bafta.

Em seu discurso de agradecimento, Joaquin Phoenix se emocionou ao citar irmão, o também ator River Phoenix, que morreu aos 23 anos em 1993.

Joaquin Phoenix se emociona ao lembrar de irmão. Imagem: REUTERS/Mario Anzuoni


“Quando usamos amor e compaixão como nossos guias principais, nós criamos sistemas de mudança”, afirmou.

“Quando ele tinha 17 anos, meu irmão escreveu isso. Ele disse: ‘corram ao resgate com amor, e paz será o resultado’.” Explicou emocionado.

“Tenho pensado muito nesses problemas que temos enfrentamos coletivamente”, disse Joaquín.

Phoenix disputava o prêmio com Jonathan Price (Dois Papas), Adam Driver (História de um Casamento), Leonardo DiCaprio (Era Uma Vez… em Hollywood) e Antonio Banderas (Dor e Glória).

Dirigido por Todd Phillips, o filme narra a história de origem de Coringa, o famoso vilão do Batman. Diferente das várias origens que o personagem teve nas HQs e nas telas. Nessa, Arthur Fleck é um homem lutando para se integrar à sociedade despedaçada de Gotham.

Cena do filme ‘Coringa’. (Foto: Reprodução – Internet).


Arrecadando mais de US$ 1 bilhão na bilheteria mundial, a produção ultrapassou os filmes do Deadpool.

Conheça a carreira de Joaquín Phoenix

Joaquin Rafael Bottom tem 45 anos e nasceu em San Juan, em Porto Rico. Se mudou para Los Angeles aos seis anos.

O primeiro papel como ator foi em uma série de TV. Em 1982, Joaquin conseguiu uma participação em “Seven Brides for Seven Brothers”.

No cinema, a estreia veio em “SpaceCamp: Aventura no Espaço” (1986), seguido pelo drama “Corrida Contra o Tempo” (1987) e depois pela comédia “O Tiro que não Saiu pela Culatra” (1989).

Seu papel de destaque veio apenas em 1995, em “Um Sonho sem Limites” (1995), com Nicole Kidman e direção de Gus Van Sant. Na sequência, atuou em “Círculo de Paixões” (1997).

“Gladiador”, foi o filme que confirmou Phoenix como um grande ator da nova geração, em 2000. Sua atuação como Commodus teve indicação ao Oscar, como ator coadjuvante.

Antes de vencer, ele voltaria a ser indicado outras duas vezes como Melhor Ator, por “Johnny & June” (na pele de Johnny Cash) e “O Mestre” (2012).

Por Karla Gobnes

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