A modelo e bailarina foi acusada por ser cúmplice de um assalto, após ser reconhecida pelo cabelo

Após três anos na justiça, a modelo e bailarina Barbara Querino foi absolvida por um crime que não cometeu. Nessa quarta-feira (13), a modelo publicou em suas redes sociais a noticia sobre a sua absolvição. “Noticia mais que incrível”, escreveu em seu Twitter.



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Modelo e bailarina Barbara Querino (Foto: Reprodução / Instagram)


Em 2017, a modelo foi acusada de ser cúmplice de roubo de carro. Pois, foi supostamente reconhecida pelas vitimas por causa de seu cabelo cacheado. De acordo com as testemunhas, a modelo foi reconhecida pelo seu cabelo cacheado, alegando que era igual de uma das pessoas envolvidas no caso.

No entanto, na mesma data, a modelo alega que estava na cidade de Guarujá, litoral paulista. Apesar das provas apresentadas e das testemunhas que comprovam que estavam com ela na ocasião, Barbara chegou a cumprir 1 ano e três meses em regime fechado.

Poder Judiciário (Foto: Reprodução / Instagram)


Na decisão, o desembarcador do Tribunal Justiça de São Paulo, Guilherme Souza Nucci, achou meio peculiar as testemunhas alegarem a participação de Barbara no caso, sendo que a unica característica era o cabelo cacheado.

“A primeira identificação da acusada pelas vítimas ocorreu, em circunstâncias pouco esclarecidas (vítimas vizinhas de condomínio do delegado), por meio de fotografias enviadas pelo aplicativo “WhatsApp”, quando os ofendidos reconheceram Bárbara em razão de seu cabelo, circunstância, no mínimo, peculiar, sobretudo pela ausência de traços diferenciais no cabelo da referida acusada”

Ainda mais, em entrevista para o UOL, ano passado a modelo falou também sobre o preconceito que sofreu na prisão. “Não é só o judiciário que é racista. O Brasil é racista e preconceituoso de todas as formas”.

Por: Andreza Soares 

Imagem destaque: Modelo e bailarina Barbara Querino. (Foto: Reprodução/Sérgio Silva/Ponte Jornalismo)

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