Tudo o que você precisa saber sobre “O Parasita”

 

O drama sul-coreano ‘Parasita‘, com uma pitada de suspense, rendeu muitos comentários no momento em que o anunciaram como vencedor do prêmio de “melhor filme”.



Tal fato fez com que os norte-americanos  falassem  a respeito.

Produzir um longa-metragem não é fácil, e principalmente quando se é abordado durante o  filme a diferença entre as classe alta e baixa, presentes em qualquer sociedade.

Premiações do  filme no ano de  2020:

  • Oscar de Melhor Diretor
  • Oscar de Melhor Filme Estrangeiro
  • Oscar de Melhor Roteiro Original
  • Oscar de Melhor Filme

Sobre o que se trata o filme

A produção conta a história da família de Ki-taek, totalmente desempregada, que  moram em um porão sujo e pequeno.

A partir de uma oportunidade que aparece para a família, o filho mais novo começa a dar aulas particulares de inglês à uma garota de família rica.

Encantados com a vida glamourosa destas pessoas, pai, mãe, filho e filha, bolam um esquema para também se infiltrar na família burguesa, um por um.

Entretanto, usufruir desta vida social terá um custo alto para todos, como segredos e mentiras.

Desse modo, o filme faz uma crítica a sociedade e a desigualdade, cada vez mais presente nos dias de hoje,temas que devem ser discutidos por todos.

O filme não é recomendável para menores de 16 anos.

Cenas que passaram despercebidas ao longo do filme

O cineasta Bong Joon – Ho utilizou jogo de câmera, adicionando uma linha invisível entre os personagens e uma iluminação formidável.

Revelando os segredos presentes no decorrer do filme, sendo também, usado em níveis para distinguir  as classes sociais.

Pode-se notar que a família Park sempre está nas cenas de lugares mais altos em relação a família Kim.

Nesse ínterim, outro fator importante, que vale a pena ser destacado, é que a casa da família Park, está localizada em uma área alta.

Já a família Kim mora em um porão, ficando bem submersa a cidade.

Certamente, outro elemento essencial no filme, é a iluminação.

Dessa forma, nas cenas da família burguesa sempre há a presença de luz, enquanto os Kim sofrem com a ausência de luz.

Se for analisado mais profundamente, contudo, é possível perceber desde o começo do filme, os Kim querem levar vantagem, independente da situação ou circunstância.

De acordo com pesquisas, pode-se constatar que a pobreza na Coréia do Sul nos últimos dois anos permanece em torno dos 14%, quase beirando aos 15%.

Sendo apresentada a realidade da pobreza sul-coreana no decorrer do filme:


Representação dos dois lados da sociedade atual, e seus contrastes. (Foto: Divulgação/Imbd)


Curiosidades sobre o filme

Nas primeiras fases do desenrolar do roteiro, o nome do filme não era “O Parasita”, mas sim “Decalmonia”.

O longa-metragem não foi dublado em nenhuma língua, incluindo o inglês. Foi lançado e permanece em sua língua nativa em qualquer versão.

A casa, idealizada no filme pelo falecido arquiteto fictício Namgoong Hyeonja, foi concretizada na verdade, em tamanho real, pelo diretor, produtor e cineasta Bong Joon-Ho, em conjunto com o designer de produção Lee Ha Ju.

De acordo com Lee, o primeiro andar e o quintal da moradia foram elaborados em  um terreno totalmente vazio, se baseando na posição do sol, para que pudesse aproveitar a luz natural.

Já a casa da família Kim, apesar de também ter sido construída do zero, a única  diferença de uma produção para a outra, é que o porão foi dando forma em um  estúdio de gravação fechado.

As escadas são um dos elementos fundamentais no decorrer do longa, representando  o crescimento imposto à sociedade.

Cada elemento inserido na casa da família Park representa o alto status e  sofisticação, desde as  paredes até os móveis e objetos que compõe o cenário.

Enquanto a região dos Ki-taek, apresenta um espaço com diversas informações  visuais e colorido.

O filme também não apresenta somente a vida das duas famílias, mas sim, o que os empregados podem fazer pelas “costas” de seus  patrões.

A mensagem que o filme busca passar é: quem é o parasita de quem?

Os  ricos  por não se importarem com a vida dos pobres, ou os pobres por quererem uma vida de luxo como os ricos?

 

Por Ana Flaitt Lui

 

Foto Destaque:  Os enigmas por trás do filme Parasita. Divulgação/MadMan Films

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