“O Poço”, a nova produção da Netflix, mistura suspense e terror em cenas perturbadoras

Em tempos de crise mundial, atos de solidariedade e empatia se reafirmam, como necessidades básicas para a vida humana. No entanto, a nova produção da Netflix, “ O Poço”, mostra um outro lado do ser humano, quando o assunto é sobrevivência.



O longa espanhol, dirigido por Galder Gaztelu-Urrutia, leva-nos à uma diferente prisão, em forma de buraco, com andares abrigando dois presos, em cada divisão. Além de uma forma, um tanto incomum, de alimentar os detentos: por meio de um elevador.

Todavia, a plataforma flutuante precisa alimentar os 333 andares. Os prisioneiros dos andares mais altos são beneficiados por serem os primeiros a receberem o elevador. Já os presos dos andares mais baixos, são obrigados a se contentar com o que sobra de cada andar.

Nesse thriller psicológico e sufocante, Goreng (Ivan Massagué), tenta entender o que é necessário para sobreviver no local, junto com o velho Trimagasi (Zorion Eguileor), seu colega de cela.

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Filme “O Poço” (Foto: Reprodução/Netflix)


Entendendo a prisão

Embora, já não baste o confinamento em um local sombrio e desconhecido, a luta pela vida é constantemente abordada no filme. Goreng precisa rapidamente, entender o funcionamento da prisão vertical, antes que morra de fome ou até mesmo, enlouqueça.

A prisão segue uma produção minuciosa com os alimentos. Todos são preparados com rigor e colocados no nível zero. A partir daí, o elevador é liberado para os andares, de cima para baixo.

Trimagasi (Zorion Eguileor), faz o ancião e tenta dar dicas à Goreng (Ivan Massagué). Desde não guardar comida para não ser punido, até não ter tantas expectativas sobre a bondade das pessoas.

Os assassinatos, dignos das grandes produções, como Jogos Mortais, é um exemplo disso. Delírios, fome e maldade são os componentes dessa produção de narrativa forte e sensorial.

Acompanhe o trailer:

Reprodução Youtube


Críticas sociais

Sobretudo, Goreng é colocado à prova diversas vezes, seus valores morais são questionados a partir do momento que ele se interessa pela história de uma violenta detenta. Ao passo que tenta a todo custo, fazer que os outros entendam, que repartir beneficiará a todos.

Destaca-se com sutileza, os momentos que Goreng faz leitura para seu colega de cela, do seu único objeto levado para o local: um livro.

Mas, só há uma forma de conseguir sobreviver ao local, e isso parte do princípio coletivo: a solidariedade. Entretanto, o final incerto deixou em aberto algumas lacunas, do que de fato, aconteceu à Goreng e ao esquema da prisão vertical.

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Filme “O Poço” fala sobre solidariedade. (Foto: Reprodução/Netflix)


De fato, o filme traz à tona, a escala social e como níveis mais inferiores, conseguem manter-se diante da falta de coletividade, mesmo em situações que exijam companheirismo e solidariedade.

Neste cenário de pandemia do coronavírus, o longa tornou-se sucesso, por carregar similaridades com a crise mundial atual. O filme já está entre os mais vistos da Netflix, ficando em segundo lugar, no “Top 10”.

 

Por Saiane Castro

Foto Destaque: Reprodução/Netflix

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