A musicalidade negra também foi um dos mais importantes instrumentos de resistência à escravidão

Os negros tem um grande papel na história da música. A Black music ou música negra foi trazida pelos escravos para os países americanos. Dessa forma, a música era utilizada pelos escravos como uma forma de comunicação entre eles. Os gêneros principais incluem jazz, blues, rhythm and blues, soul, rock and roll, e, mais recentemente, o rap, que é um dos cinco elementos da cultura hip-hop.



A música foi usada como uma forma de expressão aos desejos e necessidades ignoradas devido a climas raciais e políticas adversas. Além disso, o gênero gospel também teve origem nessa época da escravidão. Logo, como uma forma de aliviar a dor que sofriam por conta do abuso, passaram a entoar novos cânticos. Nesse ínterim além da mensagem bíblica, eles se utilizavam da música para se comunicar e informar aos companheiros que desejavam fugir. Indicando assim, todo o caminho para a liberdade.

Em suma, as mensagens passavam despercebidas pelos seus senhores e cada vez ganhava mais força. Dessa forma, a partir dessas canções surgiram os “Spirituals”, que inicialmente eram caracterizados por suas canções melancólicas.

Nesse meio tempo a história da música negra ela teve várias modificações. Nos Estados Unidos ela foi reconhecida nos anos 40, pela revista Billboard. Logo depois tomou dois rumos: o religioso, através do espiritual e após do gospel; e o secular que é o blues.

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A música negra continua crescendo a cada dia com novos ícones da música. (Foto: Reprodução/Las pretas)


Os negros e a música no Brasil

A Música Negra no Brasil se iniciou no final da década de 60 com os Bailes Black. Logo, eram festas onde tocavam discos de Funky e Soul. Mais tarde, após o auge do movimento soul outros estilos musicais como o Miami Bass, Rap, Reggae, estiveram presentes. Nesse contexto, acontecia a Ditadura Militar, o que impossibilitou as músicas negras brasileiras de terem alta politização. Contudo, não às impediu de serem uma importantíssima afirmação cultural da comunidade negra, além de ter proporcionado uma melhora na autoestima dos mesmos. Dessa forma, possibilitando uma oportunidade de voz na sociedade.

Anteriormente os Bailes Black eram frequentados por pessoas de classe média-baixa. Havia as Equipes de Som (influenciadas pelos “Sound Systems” surgidos na Jamaica), como a Soul Gran Prix, a Furacão 2000, e a Cash Box. Essas festas que aconteciam principalmente em São Paulo (onde era mais tocado o Rap, resultado do movimento Hip-hop que surgia nesse período). No Rio de Janeiro (onde era mais explorado o Miami Bass, confundido com o Funk e deu origem ao Funk carioca e ao paulista, posteriormente). Nota-se também a existência de Bailes Black em Belo Horizonte, os quais seguiram os mesmos traços da música negra.

Principais ícones negros americanos e suas contribuições

  • Ray Charles – Foi um dos grandes inovadores da música norte-americana. Misturando o gospel da igreja negra com a sensualidade do blues para criar um gênero emocionalmente cru chamado soul.
  • B.B King – Criador de um estilo musical único e que faria dele um dos músicos mais respeitados e influentes, o blues. Tendo o título de Rei dos Blues. Suas iniciais “B.B” significa “Blues Boy”.
  • Jimi Hendrix – A importância do artista para o rock é inquestionável. Seus riffs de guitarra psicodélicos e originais influenciaram uma geração de músicos e bandas. E até hoje, o consideram o maior guitarrista da história.
  • James Brown – Deixou sua marca em diversos artistas ao redor do mundo. Influenciando até mesmo os ritmos da música popular africana, e forneceu o modelo para todo um subgênero do funk, o go-go.
  • DJ Kool Herc – considerado um dos fundadores “cultura hip hop” em razão do fato de que suas block parties (festas do bairro/bloco, em português). No bairro do Bronx em Nova Iorque terem estabelecido o formato e congregarem os elementos daquilo que depois viria a ser conhecido como “cultura hip hop“.
  • Afrika Bambaataa – é reconhecido como sendo o padrinho do Hip Hop por ter sido o primeiro a utilizar o termo e dar as bases técnica e artística para o “Hip Hop” formando assim uma nova cultura que se expandia nos bairros negros e latinos da cidade de Nova Iorque e que congregava DJs, MCs, Writers (grafiteiros), B.boys e B.Girls (dançarinos de Breaking).
  • Michael Jackson – Apelidado de “Rei do Pop”, ele é considerado uma das figuras culturais mais importantes e influentes de todos os tempos, na história da música. Ao passo que suas contribuições para a música, a dança e a moda, fizeram dele uma figura global na cultura popular por mais de quatro décadas.

Principais ícones negros brasileiros e suas contribuições

  • Triunfo – é um dançarino de breaking e ativista social brasileiro. Ganhou notoriedade como um dos precursores da cultura hip-hop. Nelson foi um dos principais dançarinos de soul e breaking do país.
  • Thaíde – faz parte da velha escola do rap nacional. Iniciou sua carreira no início dos anos 80 como um dos fundadores da equipe de break Back Spin.
  • Tim Maia – responsável pela introdução dos gêneros soul funk na música popular brasileira. E reconhecido como um dos maiores ícones da música no Brasil.
  • Cassiano – precursor da música soul no Brasil. Suas influências que vão desde o rhythm and blues de Otis Redding, o soul de Stevie Wonder e outros, bem como o samba-canção de Lupicínio Rodrigues.
  • Jorge Bem Jor – sua tem uma importância singular para a música brasileira. Incorporou elementos novos no suingue e na maneira de tocar violão, com características do rock, soul e funk norte-americanos.

 

Por: Jesus Henrique

(Foto Destaque: A música negra continua movendo o mundo. Reprodução/Wallpaper Cave)

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