A corrida para o Oscar está quase no final, mas ainda podemos relembrar os vencedores veteranos que deram o que falar

 

Estamos a beira da maior premiação da 7º arte, o Oscar, onde o prêmio principal sempre causa euforia e gera polêmicas eternas. Ficamos à espera do melhor filme, entre outras premiações.



Assim, para que elas não sumam por de baixo dos panos, não podemos esquecer dos que proporcionaram momentos inesquecíveis e únicos.

Deste modo, porque não resgatar as cinco premiações de melhor filme dos últimos cinco anos?

Vamos lá!


Green Book: O guia (2019)

Vencedores de outras edições. (Foto: Divulgação/ DreamWorks)


O filme conta a viagem que o pianista de Jazz Don Shirley (Mahershala Ali) e seu segurança Tony Vallelonga (Viggo Mortensen), fizeram pelo sul dos Estados Unidos.

A viagem foi realizada durante a segregação norte americana, nos anos 1960.

Durante a jornada, os dois, apesar de terem personas diferentes, passam por situações que mudam seus dogmas e se tornam grandes amigos.

Baseado em uma história real, o filme foi bastante criticado pela família de Don Shirley.

A família alegou ser uma versão muito romantizada do fato.

De acordo com eles, Shirley nunca desenvolveu uma amizade com Vallelonga, chamando a produção de “sinfonia de mentiras”.

O nome do filme transparece o que ele é.

Green Book se refere ao livro “The Negro Motorist Green Book”, um guia de locais onde os viajantes afro-americanos eram aceitos.

Nesta época, a população branca criava leis para que pessoas não-brancas fossem expulsas de suas cidades.

Apesar de suas polêmicas, Green Book ganhou outros dois prêmios, Melhor Ator Coadjuvante por Mahershala Ali e Melhor Roteiro Original por Nick Vallelonga.


A forma da Água (2018)

A história sore Elisa. (Foto: Divulgação/ Foxsearchlight)


A forma da água traz uma história romântica sobre Elisa (Sally Hawkins).

Elisa é uma zeladora em um laboratório experimental secreto do governo dos EUA, durante a corrida espacial.

De início, a base recebe uma criatura humanoide aquática (Doug Jones) vinda da Amazônia, trazido pelo agente Richard Strickland (Michael Shannon).

Após entrar em contato e interagir com o ser misterioso, Sally decide desenvolver um plano para liberta-la.

Desta forma, durante o processo, os dois começam a se atrair um pelo outro.

Aqui o diretor Guillhermo del Toro continua explorando sua maior especialidade, pelo que fez sua fama e carreira, os monstros.

Porém, como é dito no início do filme, desta vez o “mostro” não é quem parece.

Pode-se classificar o filme também como “A Bela e a Fera” de Guillhermo.

Del Toro, depois de muito tempo, desde o O Labirinto do Fauno, se sentiu livre para fazer o cinema que sempre gostou.

No mesmo ínterim, não só monstros, mas personagens pseudo profundos.

Da mesma forma, tramas de aventura romântica e fantasia sombria com simbologias e, às vezes, até religião.

A Forma da Água levou outros três prêmios para casa: Melhor Direção por Guillermo del Toro, Melhor Trilha Sonora por Alexandre Desplat e Melhor Design de Produção.


Moonlight: Sob a Luz do Luar (2017)

Filme possui Chiron como personagem principal. (Foto: Divulgação/ 24 films)


Em Moonlight, acompanhamos Chiron, funcionário de um traficante de uma periferia de Miami, durante três fases de sua vida.

De início, foi apelidado de Little (Alex R. Hibbert) quando criança.

Após, passou à ser Chiron (Ashton Sanders) durante a adolescência, e Black (Trevante Rhodes) quando adulto.

A fuga de uma realidade, o abuso físico e psicológico e a sexualidade, são situações sentidas e vividas por Chiron.

Porém, são contempladas também, com o silêncio momentâneo, contemplativo, que só os filmes independente proporcionam.

O filme dirigido por Barry Jenkins, foi protagonista de um dos momentos atuais mais lembrados da historia do Oscar.

Erro na entrega do Oscar

Durante o anúncio do vencedor de Melhor filme, houve um engano com os envelopes que os apresentadores recebem com o nome do vencedor.

Inesperadamente, os atores Faye Dunaway e Warren Beatty, apresentadores escolhidos para o Oscar de 2017, não receberam o cartão correto.

Deste modo, receberam um segundo cartão que continha, não o nome do vencedor de Melhor filme, mas de Melhor atriz, que havia sido anunciado anteriormente.

Assim, os apresentadores anunciaram La La Land, filme ao qual Emma Stone recebeu o prêmio como Melhor atriz antes de Melhor filme, como o vencedor do principal troféu da noite.

Portanto, uma confusão se instaurou no palco do evento.

Por fim, um dos produtores de La La Land, Fred Berger, anunciou por si mesmo o premiado da mais concorrida estatueta do ano, Moonlight: Sob a Luz do Luar.


Spotlight: Segredos revelados (2016)

Segredos Revelados. (Foto: Divulgação/ Open Roads Films)


Neste filme, a produção mostra a investigação do caso de pedofilia e abuso sexual na arquidiocese católica da Cidade de Boston, EUA.

Todavia, o jornal The Boston Globe realizou todo o desfecho.

A investigação em si, recebeu o prêmio Pulitzer de serviço público em 2003, um dos maiores prêmios da imprensa mundial.

Já o filme, apresenta uma equipe investigativa da redação do jornal, chamada de Spotlight (Holofote).

Em sua apuração do caso e como sua escala, aumentou para o nível mais numeroso que o imaginado.

Spotlight tem como personagens, as representações dos jornalistas que trabalharam para apurar e publicar a denuncia dos mais de 80 padres.

Portanto, são esses, os jornalistas Marty Baron (Liev Schreiber), Walter Robinson (Michael Keaton), Michael Rezendes (Mark Ruffalo), entre outros.

Leia mais sobre o Oscar: Oscar: Por que ‘1917’ é um dos favoritos?

O filme, dirigido por Tom MacCarthy, é uma adaptação baseada em um caso real que mudou a igreja católica, o jornalismo e o mundo.

Além do prêmio de Melhor filme, Spotlight ganhou Melhor roteiro original.


Birdman (A Inesperada Virtude da Ignorância) (2015)

História contemporânea. (Foto: Divulgação/ Fox Searchlight)


Birdman apresenta uma história extremamente contemporânea.

O filme é um prato cheio para os afixos pelo universo cinematográfico dos filmes de super-heróis.

Sendo assim, Riggan Thomson (Michael Keaton) é um ator que, em seu passado, fez sucesso nas telas como super-herói  “Birdman”.

Parando com este papel depois de uma trilogia de filmes, sua carreira começa a afundar.

Assim, Riggan decide reviver seus dias de fama e mostrar seu valor novamente.

Portanto, ele decide além de ser ator, dirigir, roteirizar e estrelar uma adaptação de peça de teatro consagrada para a Broadway.

Ao mesmo tempo que Riggan tem que lidar com o elenco de sua produção, Mike Shiner (Edward Norton), Lesley (Naomi Watts) e Laura (Andrea Riseborough).

Precisa também lidar com seu agente Brandon (Zach Galifianakis), sua ex-esposa Sylvia (Amy Ryan) e a filha Sam (Emma Stone).

Semelhantemente, ele começa a ser “assombrado” por seu antigo personagem.

Dirigido pelo mexicano Alejandro González Iñárritu, Birdman aposta em uma metalinguagem semi atual para representar um cenário no cinema contemporâneo.

Porém, o filme se baseia na ideia de que o espectador esteja, ou seja, do contexto dos atores, atrizes e papéis de super-heróis do cinema.

Diversos Prêmios

Ao que parece, Iñárritu mirou e atirou em um ponto fraco da academia de Artes e Ciências Cinematográficas (ou só Academia), a metalinguagem com a própria indústria do cinema.

Durante os anos, o júri da Academia mostrou uma quedinha por filmes que mostram o dia a dia do por traz das câmeras no cinema.

Alguns exemplos são ‘O Artista’, de 2011, ‘Cinema Paradiso’ e ‘Crepúsculo dos Deuses’.

Birdman levou para a casa três estatuetas: Melhor filme, Melhor roteiro original, Melhor fotografia.

Além disso, rendeu uma quarta, exclusivamente para Iñárritu, a de Melhor Diretor.

Esses são os cinco melhores filmes do Oscar nos últimos cinco anos.

Talvez agora dá para fazer uma previsão na premiação deste ano?

Que tal entrar naquele bolão com os amigos cinéfilos?

 

Por Gabriel dos Santos

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