Estudo feito por pesquisadores britânicos mostra se o medicamento pode ou não ajudar no tratamento da Covid-19

Um grupo de pesquisadores da Oxford anunciou uma pesquisa sobre a ação do dexametasona no tratamento de pacientes infectados pela Covid-19.



De acordo com a pesquisa realizada por eles, o medicamento utilizado em pacientes contaminados diminuiu os casos de morte por essa doença.

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Por exemplo, os internados com ventilação mecânica (aparelho que ajuda na respiração) tiveram uma resposta melhor com o uso do remédio.

Medicamentos como a dexametasona não pode ser usado sem orientação médica. (Crédito: Reprodução/ Site Veja.abril)


A revelação dos pesquisadores não faz do remédio uma cura, e sim uma possível alternativa para o tratamento desses pacientes.

O dexametasona não ataca o vírus diretamente, ou seja,  só ajuda no controle da forte inflamação gerada pela doença em pacientes graves.

Por outro lado, é importante ressaltar duas coisas importantes. Primeira, o uso desse medicamento é feito com indicação médica, então não se atreva a se automedicar.

Em segundo lugar, o estudo foi feito com base na prolongação do tempo em pacientes hospitalizados que tomaram o remédio.

Consequentemente, o uso sem prescrição médica pode resultar em efeitos colaterais à saúde.

A atuação do Dexametasona

Esse medicamento é um corticoide, ou seja, composto por um grupo de hormônio produzidos com ação anti-inflamatória.

Com resultado, o uso deste em doses mais altas pode se tornar um imunossupressor.

Um imunossupressor reduz a atividade do sistema imunológico que a infectologista da Unicamp Raquel Stucchi explica a atuação dele: “No início da infecção, temos muitos vírus se replicando no nosso corpo. O sistema de defesa vai tentar acabar com esse microorganismo. Quando tomamos a dexametasona, nossas células de defesa não vão conseguir agir”, adverte Raquel.

Resultado da pesquisa da Oxford

Durante o teste realizado pelos pesquisadores de Oxford foi observado que entre as 2.194 pessoas que receberam 6 mg por um determinado tempo tiveram maior resultado em comparação aos outros.

A diferença foi notada entre os 4.321 pessoas que foram tratadas com cuidados paliativos comuns das que não tomaram o remédio.

Para esclarecer, a taxa de morte daqueles em grave situação e que usava respiradores mecânicos submetidos ao medicamento foi de um terço, enquanto os que não tomaram foi de um quinto.

Em suma, o uso de medicamento deve sempre ser feito com orientação médica, não faça a automedicação.

Por Thuane Dantas

(Foto Destaque: Imagem do remédio dexametasona. Reprodução/iStock)

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