Taika Wititi volta com ambição para a corrida do Oscar.

Jojo Rabbit (Foto: SearchLight Pictures)


Taika Wititi sempre se mostrou hábil no campo da comédia. Em “O Que Fazemos nas Sombras”(2005) o diretor traz uma comédia dentro do formato pseudocumentário, semelhante à “The Office”. Vemos uma manssão de vampiros, não o tipo clássico do drácula, mas quatro destes seres que vivem com preocupações totalmente humanas, como louça para lavar e redes sociais.



Aqui Taika apresenta uma comédia mais satírica sobre os elementos do mito vampírico e o mito em sí. Cruzes, estacas, a sede por sangue e a metamorfose ganham um tom cômico. Hoje, 14 anos depois, o diretor, produtor e ator, que já foi dirigiu até filmes de super-heróis revisita a fórmula que lhe deu visibilidade, e com o objetivo de refina-la para entrar na corrida dos maiores prêmios do cinema mundial.

Sinopse

Jojo e seu “peculiar” amigo imaginário (Foto: SearchLight Pictures)


Em meio à um ambiente onde a ideologia nazista apoderou-se da Alemanha e o mundo está no alvoroço da segunda guerra mundial, acompanhamos a história do garoto Johannes Betzler (Roman Griffin Davis), ou Jojo, que faz parte da juventude hitlerista, e assim sendo fanático pela doutrina, ele é acompanhado por um amigo imaginário com a forma do próprio Hitler.

Em seu sonho de encontrar com o verdadero Hitler, Jojo descobre que seus pais escondem em sua casa Elsa Korr, uma garota judia, fugitiva do regime judeu.

Jojo decide não entregá-la, com a condição que ela conte os segredos de seu povo para o livro que está escrevendo. A garota, porém, o faz questionar seus dogmas.

Além de Jojo, temos Rosie Betzler (Scarlett Johansson), mãe do garoto, que busca livrar seu filho do pensamento nazista. A própria Elsa Korr (Thomasin Mckenzie), uma garota judia que foge do nazismo que caça ela e seu povo.

Enfim, Adolf Hitler, o amigo imaginário do protagonista, interpretado pelo prórpio Taika Wititi.

Em Jojo Rabbit, Taika revivi o tipo de comédia deboche, mas com temperos à mais em sua receita. Com uma visão do nazismo pelos olhos de crianças que o viveram, o filme promete marcar com as críticas aos regimes e a situação contenporânea, uma época em que o ódio ideológico se espalha pelo mundo adulto e infantil pela internet. O drama, que se demonstra na mãe de Jojo, é um dos “temperos” que Taika traz de novo em seu estilo de direção.

Origens

Capa do livro original (Foto: Might Ape)


Baseado na obra original, Caging Skies de Christine Leunens, o filme tem poucas mudanças. A única diferença é o próprio personagem de Taika, que não aparece no material original. Entretanto, de acordo com a autora do original, a adaptação ficou de seu agrado, algo difícil hoje em dia.

Christine Leunens, autora do original, disse ao Awards Daily, o filme é “uma linha muito tênue entre divertido, afiado, trágico e muito assombroso”.

Na disputa para o grande prêmio

Jojo Rabbit já chegou no exterior pelo Festival de Toronto e abocanhou vários prêmios, como People’s Choice Award, melhor Atriz/Ator Jovem no Critics’ Choice Awards com Roman Griffin Davis e Filme do Ano da AFI Awards, uma premiação do Instituto Americano do Cinema.

No Oscar, a produção já concorre em três categorias, melhor filme, enfrentando Coringa, O Irlandês, Parasita, Adoráveis Mulheres, História de um Casamento, 1917, Era Uma Vez Em… Hollywood e Ford vs Ferrari.

Também foi indicado em melhor atriz coadjuvante com Scarlett Johansson e outras como melhor figurino, melhor montagem, melhor design de produção e melhor roteiro adaptado.

Leia mais: Oscar 2020: Veja onde assistir os indicados

Assista o trailer do filme:

No Brasil, Jojo Rabitt chega aos cinemas em 6 de fevereiro.

Por Gabriel Santos

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